Perdidos em uma casa

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Laxus não sabia o porquê de ter agido daquela forma... Na verdade ele sabia, só não queria aceitar. Nem olhou para o quarto, apenas se deitou na cama e passou a pensar em tudo o que a senhora Tamandra disse, as palavras repassavam na sua cabeça continuamente.

Concordava com ela, mas não achava que fosse certo. Não sabia o que Lucy sentia, não sabia o que ela pensava... No fundo ele tinha medo de se arriscar, embora estivesse decidido a tentar.

— Laxus? — Lucy chamou do lado de fora.

— Pode entrar.

A porta se abriu, revelando uma Lucy séria e um Happy assustado. Ambos entraram e se sentaram na cama, olhando para o loiro.

— O que aconteceu? Por que estão com essas caras? — se sentou.

— Eu liguei para a Levy-chan, pedi informações sobre essa vila...

— E ela achou alguma coisa?

— Sim...

–– // ––

Alguns minutos antes

— Happy... Acho que vou ligar para a Levy-chan, talvez ela saiba algo sobre essa vila...

— É uma boa ideia. Enquanto isso vou ficar comendo, esse lugar me dá arrepios.

— Em mim também — pegou a lácrima. — Só espero que ela não esteja ocupada...

— Lu-chan — a azulada apareceu na tela. — Aconteceu alguma coisa?

— Nossa, tá tão na cara assim?

— Considerando que você está atrás de partes de um cajado que abre um portal pro mundo dos anjos... Não, não está nada na cara — disse sarcástica.

— Que amor, Levy-chan... — fingiu estar magoada.

— É meu jeito de ser — riu — Então, qual o problema?

— Bem... Estamos eu uma tal vila amaldiçoada... Vila Toriosho...

— Ah, eu conheço, já li sobre ela. Acontecem uns fenômenos estranhos em horas exatas... Bem perigoso...

— Sim, eu queria saber mais sobre essa maldição...

— Essa maldição foi jogada por um mago negro, mais um daqueles seguidores malucos de Zeref. Dizem que ele era um antigo morador da vila, mas depois que seus pais morreram ele se entregou às trevas.

— Assustador — Happy se enrolou na coberta.

— Magos não eram muito bem vistos antigamente na vila... Os pais dele eram magos, então ele passou a acreditar fielmente que a morte deles era culpa da vila. Como uma espécie de “punição”, ele amaldiçoou ela. 

— Esse mago ainda está vivo?

— Não. Ele morreu faz cinquenta anos, mas a maldição prevaleceu... Reza a lenda que se alguém conseguir chegar ao final da caverna amaldiçoada, onde ele morava depois que saiu da vila, a maldição será desfeita.

— Fica muito longe a tal caverna?

— Ei, não está pensando em ir lá, né? — o gatinho perguntou.

— Talvez... Acho que o que procuramos está lá...

— A caverna fica para o nordeste da prefeitura... Pelo menos era isso que estava escrito no livro...

— Certo... Muito obrigado Levy-chan, você me ajudou muito.

— Não há de que Lu-chan, mas tenha muito cuidado quando for na caverna... Qualquer coisa me avisa! Boa sorte — sorriu para a amiga.

A Pena da CuraHistórias para pegar e não largar. Descubra agora