Lucy nunca se arrependeu tanto na vida, correr para descer as escadas tinha sido a pior escolha do mundo.
A primeira era de concreto, então não fez tanto barulho, mas o que ela não esperava é que tivesse uma nova escada caracol de metal.
O salto da sua bota vez barulho suficiente para acordar os habitantes daquela fábrica abandonada: morcegos que estavam dormindo e ratos antes escondidos.
Agora ela estava olhando por uma porta completamente de vidro, sem coragem para entrar e enfrentar aquele “pesadelo”.
— Credo, por que você fez tanto barulho? — Happy reclamou.
— Oras, como eu ia saber disso? O problema é passar por ali agora...
— Boa sorte, prove sua coragem ali sozinha. Eu sou neutro nessa missão — sentou na escada.
— Eu não entro sozinha, se for pra entrar nós vamos juntos.
— E como vamos entrar?
— Hum... Já sei! Abra-te o portão do relógio, Horologium.
— Em que posso ajudar, Lucy-sama?
— Consegue nos levar lá para dentro, por favor?
— Claro. Morcegos e ratos não são o problema.
O dois rapidamente abriram a porta de vidro e depois entraram dentro do relógio. Horologium entrou na sala e rapidamente chegou ao outro lado, que também tinha uma porta de vidro por onde ele passou e fechou.
— Muito obrigada, Horologium.
— Qualquer coisa é só me chamar — desapareceu.
— Luxy, socorro — Happy se escondeu atrás da loira.
— Por quê? — olhou para frente.
O lugar onde estavam era enorme e parecia uma galeria de arte. Tinha quadros pendurados, em cavaletes, empilhados no chão e presos no teto com linha.
O que assustou Happy não foi a quantidade e sim uma pintura em específico no fundo da parede. Ela era maior que a maioria e mostrava um Vulcan olhando fixamente para eles, como se estivesse se preparando para atacar.
— É só uma pintura de muito mal gosto, Happy.
— Continua sendo assustadora.
— Vem, precisamos encontrar as pinturas certas antes do tempo. Olha as de cima que eu olho as de baixo.
— Aye...
Assim que começaram a busca, um cronômetro apareceu no centro da sala, faltavam cinquenta minutos para o tempo acabar.
Happy voou e a primeira pintura que olhou mostrava as duas fábricas e, no canto inferior direito, tinha o símbolo do losango com o gato e o rato dentro. Comemorou e a colocou na frente da porta.
Lucy por outro lado se sentia perdida. Viu quadros de todas as formas e tamanhos, mas nenhum tinha o símbolo.
Ficou tão concentrada procurando que mal percebeu o tempo passando. Quando o relógio mostrou que falava exatos vinte minutos para acabar o tempo ela finalmente encontrou uma pintura, essa mostrava uma fruteira normal.
Tirou ela da parede e colocou junto da outra. Estava voltando para procurar a última, quando o quadro do Vulcan voltou a chamar sua atenção.
Algo nele a fazia querer se aproximar, mas assim como Happy, ela se sentia assustada. Era como se o Vulcan fosse sair e atacar.
Escondeu seu medo e se aproximou. Fechou os olhos, virou o rosto e esticou o braço até tocar na pintura. Quando viu que nada aconteceu, criou coragem e tirou ela do lugar, revelando uma porta.
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A Pena da Cura
FanficA Doença do Dragão, uma doença que afeta e deixa em coma todo e qualquer Dragon Slayer que foi diretamente treinado por um dragão. Sua cura? Um chá feito com ervas e, principalmente, com a pena da asas de um anjo. Por obra do destino Lucy e Laxus fo...
