Desafios na caverna

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Lucy e Laxus não conseguiam acreditar no que estavam vendo: Um caminho lava borbulhante. Logo depois estava uma porta de pedra.

— Que maravilha... Consegue nos teletransportar pra lá? — a loira perguntou.

— Não... Agora consigo sentir minha magia, mas não consigo nos mandar pra lá, é como se essa magia em específico estivesse bloqueada.

— Tava muito fácil pra ser verdade... Vamos ter que pensar em outra coisa — se sentou.

Enquanto Lucy pensava em qual espírito poderia ajudar, Laxus olhou para o teto da caverna e teve uma ideia. Sem aviso prévio, ele jogou vários raios para cima, fazendo alguns pedaços caírem na lava, automaticamente criando um caminho.

— Agora temos como passar.

— Mas é seguro? — se levantou.

— Apenas confie em mim — sorriu.

Laxus pulou na primeira “plataforma” ajudando Lucy, e assim foram seguindo o caminho. Em certos momentos a loira bambeava, tinha a certeza que se sozinha estaria frita, literalmente.

Não demorou muito para chegarem novamente em terra firme, Lucy ainda tremia de medo, durante o caminho fez questão de repassar em sua cabeça sua vida inteira, como um filme.

— Viu? Não foi tão ruim — Laxus tentava a acalmar.

— Foi horrível, acho que vou morar aqui desse lado... Não quero ter que passar para o outro lado de novo...

— Eu te arrasto a força, não vou te deixar aqui.

— Sério?

— Claro, somos uma equipe. Entramos juntos, saímos juntos — a olhou seriamente.

— Obrigada — sorriu meigamente. — Agora chega de melancolia — olhou ao redor. — Como abrimos essa porta?

— Com uma senha — apontou para um painel com número, do lado direito da porta

— Quem coloca senha em uma porta de pedra?

— Alguém que quer muito esconder algo... Difícil é saber a senha...

Enquanto Laxus procurava nas paredes alguma dica para abrir a porta, Lucy foi mais “atrevida” e resolveu apertar alguns números, talvez a sorte estivesse ao seu lado.

Tentou a senha mais básica que conseguiu pensar: 1234. Na hora em que apertou o “enter” ouviu barulho de engrenagens e, das paredes, surgiram dez buracos de cada lado e várias flechas ameaçaram sair.

Lucy ficou em choque, não conseguia se mexer. Laxus ouviu o barulho e imediatamente puxou a loira pelo braço, impedindo que ela... Bem... Acabasse fazendo cosplay peneira.

— ...

— Você tá maluca? O que você fez?

— Tentei uma senha aleatória e aconteceu isso... Desculpa... — ainda tremia pelo medo.

— Francamente — suspirou. — Não precisa se desculpar, apenas não clique naqueles botões de novo.

— Sim, obrigada por me salvar — sorriu.

— Não há de quê. Agora me ajuda a procurar uma senha, antes que mais alguma armadilha se ative.

— Sim, senhor! — fez continência, fazendo o loiro rir.

Depois do acontecido, ambos ficaram em total silêncio. Observavam atentamente cada parte da caverna atrás de algo. Laxus até voltou pelo caminho de lava, achando que a senha pudesse estar na entrada da caverna.

A Pena da CuraOnde histórias criam vida. Descubra agora