Robô e a nova cidade

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Encontrar flores dentro de uma caverna submersa não estava em seus planos, mas isso realmente não importava. Tinha dois objetivos no momento: primeiro salvar a loira, depois fazer polvo frito para a janta.

Seguiu o único corredor que tinha no local, prestando atenção para qualquer barulho que ouvisse. Estava tentando seguir o cheiro da loira, mas por ela ter se molhando ele estava bem fraco, sendo um pouco difícil de identificar.

Quando o caminho começou a se dividir ele não teve nenhuma dúvida, escolheu o único que estava com o chão molhado, indicando que alguém passou por lá.

Em certo momento ele parou no lugar ao ouvir o barulho de metal caindo no chão. Correu o mais rápido possível na direção do som, temendo o pior.

Virou na esquerda e viu um lugar bem iluminado, além de sentir o cheiro de sopa. Resolveu desacelerar e ir devagar, andando a passos leves tentando não fazer barulho.

Entrou no local e logo se desesperou com o que viu: o polvo estava levando Lucy para a panela. Rapidamente se transformou em raio e, poucos segundos antes dela mergulhar na sopa, Laxus a pegou.

— Oe, você está bem?

— LAXUS! Graças a Deus, muito obrigada por me salvar — deu um beijo na bochecha dele.

— Não há de quê — se envergonhou. — Vamos dar o fora daqui!

— Não podemos!

— Por que não?

— A parte do cajado, eu me assustei e derrubei ela quando a gaiola caiu — apontou para um canto da sala.

— Eu distraio o bicho, e você pega ela. Vou fazer polvo frito!

— Ele é um robô!

— Como?

— Ele é feito de metal, eu tentei bater nele...

— Tem mais alguma coisa que eu não saiba? — a olhou surpreso.

— Acho que só...

— Ok, vamos começar.

Lucy correu rapidamente até o cilindro de ouro no canto da sala, o pegando. Laxus por outro lado nem pen duas vezes, e já partiu para cima do polvo.

Desviou dos golpes da criatura, tentando encontrar alguma rachadura ou abertura onde poderia lançar algum ataque. Enquanto olhava, percebeu que no lado esquerdo do "pescoço" tinha alguns fios expostos.

— Punho do Dragão do Raio — pulou na direção da criatura, acertando em cheio seu punho envolto em raios no local escolhido.

A criatura cambaleou para o lado, as partes roxas da sua cabeça quebraram com o impacto, restando apenas o exoesqueleto exposto.

Com raiva, o polvo começou a bater com seus tentáculos no chão na tentativa de acertar o loiro. Enquanto isso, Lucy já tinha saído da sala, colocado o cilindro em um lugar “seguro” e voltado para ajudar, mas não precisou.

O polvo começou a se contorcer, pois o ataque de Laxus ainda fazia efeito em si, o eletrocutando por dentro.

— Cadê a parte? — Laxus perguntou.

— Eu deixei ali fora.

— Vamos pegar ela, vou nos teletransportar para o barco — a puxou, começando a correr.

— E se ele nos seguir?

— Se eles nos seguir quem se ferra é ele, pois vai entrar em contato com a água ainda em curto circuito — sorriu maldosamente.

A Pena da CuraOnde histórias criam vida. Descubra agora