— SEJAM BEM-VINDOS! Eu sou o Capitão Espoleta e irei explicar as regras da competição — um homem alto e moreno gritou de cima de uma cadeira.
— Espoleta? É sério isso? — Lucy sussurrou com uma gota na cabeça.
— Lugar maluco — o loiro sussurrou de volta.
— Vocês irão pegar um desses barquinhos a remo e navegarão por esse mar traiçoeiro — apontou pra trás de si. — Vocês tem como objetivo encontrar a ilha do tesouro. Todos vão receber um mapa do oceano, uma bússola que com sorte ainda funciona e um mapa meio velho da tal ilha. Boa sorte à todos! AGORA VÃO! — gritou enquanto jogava confete em si mesmo.
— Vamos logo, esse cara me dá arrepios — Lucy puxou o loiro até um dos barcos.
— Sabe ler mapas e usar a bússola?
— Sei.
— Então fica assim: eu remo e você me guia.
— Não vou deixar todo o trabalho com você, Laxus...
— Não se preocupe comigo, sou uma negação com mapas. Dividir as tarefas é o mais certo a se fazer — afirmou confiante.
— Ok, mas se cansar me avisa, por favor.
— Pode deixar, Gnoma.
Laxus subiu primeiro no barco, logo ajudando a loira. O barco era simples e cabia apenas duas pessoas e a mochila de Lucy. Com os dois devidamente acomodados o loiro começou a remar.
No começo estava fácil, remou para frente enquanto Lucy olhava o mapa e checava a bússola, mas ao poucos se afastaram completamente do “acampamento” e a única coisa que viam em sua frente era a névoa.
De repente o mar começou a ficar agitado, impedindo que o barco fosse na direção certa, remar estava ficando difícil e aos poucos se tornou algo inútil.
Os dois olhavam para o lado de forma atenta, mas não ousaram se mexer bruscamente. Quando menos esperavam, um polvo roxo gigante emergiu e olhou diretamente para eles.
— Laxus...
— Não se mova e tente não cair do barco — Laxus avisou colocando sua mão na água.
Quando Laxus começou a soltar raios na água o polvo logo sentiu o efeito ficando nervoso e se debatendo. Por causa disso ele bateu com um de seus tentáculos no barco, fazendo os dois caírem e o loiro parar sua magia.
Tentaram virar o barco e conseguiram, mas quando foram subir o polvo foi mais rápido, envolveu Lucy em um “abraço” e submergiu com ela.
— LUCY! — tentou a alcançar. — SEU MALDITO!
O loiro tentou seguir os dois, mas foi puxado por Virgo que o colocou de volta no barco.
— Virgo, me solta eu preciso salvar a Lucy! — se debateu.
— Se você for salvar a Hime vai precisar disso — mostrou uma roupa celestial.
— Eu já estou vestido...
— Essa roupa é própria para mergulhos, você vai nadar com um peixe.
— Ah, certo. Obrigado — sorriu.
— Punição, Ouji-sama*?
— É... Não... — respondeu, vendo ela sumir — Ouji? Que seja.
Depois de se vestir rapidamente, mergulhou na água tentando enxergar a direção certa, sua sorte era que a roupa iluminava em todas direções, mas não sabia que magia era aquela e não era importante agora. Depois perguntava para Virgo.
Desceu o máximo que conseguiu e a únicas coisas que via eram algas, peixes e outros animais marinhos, até que olhou para a sua direita.
Em um canto escuro era possível ver uma pequena fonte de luz, e ao se aproximar viu que tinha uma fenda. Era a entrada para uma caverna, então seguiu até lá.
Laxus foi cuidadoso ao se aproximar, não sabia se poderia ter algum perigo tipo algum guarda. Nada era impossível, afinal encontrar um polvo gigante não é tão normal, um guarda não seria surpresa.
Nadou com uma precisão impressionante. Virgo estava certa quando disse que com a roupa ele nadaria como um peixe, se sentia o rei dos sete mares nadando com tanta habilidade.
Quando viu que não tinha nenhum perigo, entrou na caverna, consequentemente saindo da água.
— Me espere, polvo maldito — sussurrou, observando o local.
—— // ——
— Que beleza, era tudo o que eu mais queria... — se queixou, presa em uma gaiola no teto.
Depois do polvo atacar, ele a levou para uma caverna submersa. Isso aconteceu em uma velocidade tão alta que ela mal teve tempo de sequer pensar no perigo de se afogar.
Com agilidade, a criatura se arrastou por vários túneis diferentes a levando rapidamente para uma “sala” com uma gaiola, onde estava agora.
— Ei polvinho lindo e maravilhoso, que tal me soltar? — perguntou, mas foi ignorada.
A única coisa que restava para fazer era observar a sala, e foi isso que a loira fez. As paredes eram as pedras da caverna, nada demais, o que realmente chamou sua atenção foi o chão com grama e flores. Meio... Inusitado...
O mais estranho era o que o polvo estava fazendo. Eles estava na frente de uma panela gigante, mexendo algo que cheirava a sopa, mas o mais estranho era a “colher” dele: a quarta parte do cajado.
Lucy se animou e começou a pensar em um jeito de escapar. Tinha deixado sua mochila no barco e suas chaves caíram do cinto quando foi puxada. A única coisa que ela ainda tinha era seu chicote, foi ai que teve uma ideia brilhante.
Pegou o chicote e “atacou” o objeto brilhante, o enrolando em volta dele e assim puxou. Com facilidade a parte do cajado estava em suas mãos. O polvo percebendo o que tinha acontecido ficou irado, soltando um grito de raiva que fez até as paredes tremerem.
Uma única batida de seus tentáculos na gaiola foi o suficiente para ela cair, se espatifando no chão e libertando a loira. Antes dela processar o que tinha acabado de acontecer, o polvo envolveu seu tentáculos em volta dela, a levando até a panela.
— Droga, vou virar ingrediente de sopa — entrou em desespero.
Vendo seu provável “banho”, Lucy começou a se debater. Tentava a todo custo se soltar das “garras” daquela criatura, mas quanto mais se mexia, mais ele a apertava.
Como seus braços estavam soltos ela pegou seu chicote e atacou lugares aleatórios do corpo do polvo, sem sucesso, ele parecia ser feito de ferro... Ferro...
Uma luz surgiu em sua cabeça e ela finalmente entendeu, ele não era um polvo de verdade e sim um robô, provavelmente controlado por alguém. Descobrir isso não ajudou em muita coisa, na verdade só piorou as coisas, afinal a primeira coisa que ela pensou foi em jogar ele na água, mas ele sabia nadar...
Enquanto ela estava perdida em pensamentos, arquitetando seu plano de fuga, o polvo chegou na frente da panela, se preparando para adicionar o seu ingrediente especial na sopa, ou seja, Lucy.
— Já era — foi a única coisa que conseguiu pensar, antes dele a soltar.
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A Pena da Cura
FanfictionA Doença do Dragão, uma doença que afeta e deixa em coma todo e qualquer Dragon Slayer que foi diretamente treinado por um dragão. Sua cura? Um chá feito com ervas e, principalmente, com a pena da asas de um anjo. Por obra do destino Lucy e Laxus fo...
