Lucy estava sentada no chão olhando as imagens do óculos com toda a atenção do mundo. O desafio parecia bem simples. Ela tinha que resolver problemas de lógica e dizer em voz alta a alternativa correta.
Estava tudo indo bem até a quinta questão. Depois os testes foram reformulados de uma forma que se tornava impossível saber o que estava escrito. As palavras embaralharam, frases inteiras substituídas por símbolos aleatórios e, para piorar, as alternativas ficavam se mexendo, cada uma para um lado diferente.
Sem muita alternativa, a loira fechou seus olhos e esvaziou a mente. Começou a imaginar coisas aleatórias, por exemplo cachorrinhos fofinhos, e só depois de um tempo abriu seus olhos.
O que viu não a surpreendeu, estava tudo completamente igual, mas dessa vez algo chamou sua atenção.
No canto da imagem estava escrito “ABCDF” e, assim que ela leu as letras em voz alta, tudo se apagou e a barreira sumiu.
— Teste dois concluído.
— Então tá, né... — se virou, encontrando certo loiro sentado e tacando uma bolinha na parede. — É... Laxus?
— Hum? — virou a cabeça. — Que foi? Pelo menos me distrai — deu de ombros.
— ... Vamos logo para a próxima sala, antes que eu fique maluca.
— Mais ainda? — riu zombateiro.
— Muito engraçado — o fuzilou com o olhar.
Seguiram pela nova abertura na parede, mas dessa vez ao invés de uma sala tinha uma escada descendo. Sem alternativa, os dois desceram lentamente, sempre analisando ao redor.
O lugar onde agora estavam era enorme. Tinha uma mesa de jantar gigantesca com muitas cadeiras, e só. A mesa e as cadeiras eram as únicas coisas que tinha lá.
— Será que devemos nos sentar? — Lucy perguntou para o nada.
— ...
— O que fazemos agor... — foi interrompida por um estrondo.
Do chão subiram vários patinhos de borracha, aparentemente inofensivos. De repente eles soltaram um grito estridente que fez os dois loiros tamparem os ouvidos.
Os patinhos se afastaram formando um círculo, por onde subiu um pato enorme, quase da altura da sala.
— Só pode ser pegadinha... Um pato? — Laxus olhava aquilo sem saber o que fazer.
— Pelo menos é fofinho — Lucy sorriu.
— Aquilo não me parece nada fofo — apontou.
O pato pareceu mudar de forma. Seus pelos ficaram vermelhos e dentes afiados apareceram em suas boca, além de agora ele ter um olhar maligno.
— Por que eu fui abrir a boca? — a loira lamentou.
— Bem, acho que vamos ter que derrotar ele — estralou os dedos, partindo para cima do pato.
Laxus desviava com maestria dos ataques enquanto lançava raios no pato, sem sucesso. Lucy pegou seu chicote e atacou os patinhos menores que começaram a pular de um lado para o outro, a deixando confusa.
Em certo momento, Laxus foi cercado pelos menores que pararam de pular, dando a chance do maior atacar, e foi isso que ele fez.
O pato bateu a asas e correu na direção da loira, que estava distraída, e a atacou com seu bico. O impacto foi tão grande que a loira bateu na parede, derrubando seu chicote no processo.
— LUCY — Laxus ficou possesso e envolveu seu corpo de raios.
Rapidamente se livrou daqueles pestinhas, os lançando para longe, e partiu para cima da criatura vermelha.
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A Pena da Cura
FanfictionA Doença do Dragão, uma doença que afeta e deixa em coma todo e qualquer Dragon Slayer que foi diretamente treinado por um dragão. Sua cura? Um chá feito com ervas e, principalmente, com a pena da asas de um anjo. Por obra do destino Lucy e Laxus fo...
