Subterrâneo

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— Lucy, socorro, eu ouvi um barulho de algo quebrando — Happy tremia.

— Pisei em um galho.

— Mas e aquele barulho de algo voando.

— São folhas secas caindo.

— Mas eu...

— Não tem nada aqui, Happy, só árvores.

— Eu não sou “nada” — o loiro surgiu do lados deles.

— AH! LAXUS! Por que você gosta de aparecer assim de fininho? — perguntou, colocando a mão no peito.

— O Laxus é estranho... A Luxy é estranha... Estou no meio de estranhos... Que estranho...

— O que você dá pra esse gato comer?

— Peixe... Mas vou verificar na próxima vez, acho que tinha algum estragado no meio...

— Luxy má...

— Bem... Essa é a clareia que aquele senhor disse? — Lucy perguntou.

— Olhei os arredores e só achei essa...

— Como sempre sabe para onde se teletransportar?

— Quando eu conheço o lugar é fácil, mas quando são lugares assim eu simplesmente chuto até acertar. Tanto que dessa vez eu fui parar no meio da floresta...

— Não é meio... Perigoso?

— O que é a vida sem perigos, Loira? Vem, vamos procurar algo de estranho.

A clareira não era tão grande quanto tinham imaginado, e era completamente vazia. A única coisa viam era a grama verde sob seus pés.

Como sempre, Happy voou sobre a área para ter uma visão aérea de tudo. Lá de cima conseguiu ver que a grama tinha um desenho de lobo, o mesmo da placa. Estavam no lugar certo.

Laxus já imaginava que dessa vez fosse um pouco mais difícil, só não esperava ser mandado para um lugar cheio de nadas.

— Me sinto como uma bússola quebrada, não sei nem o que procurar... — Lucy estava sentada no meio da clareira.

— Deve ter algo aqui que ainda não vimos... E esse algo está bem escondido.

— EI, EU ESTOU VENDO ALGO NA GRAMA — Happy gritou lá de cima.

— Onde? — a loira perguntou, se levantando.

— Aqui — pousou, apontando para a grama no canto da clareira.

— Não tem nada aqui, Happy...

— Tem sim, eu vi essa grama brilhando.

— Ué... Então por qu... Que magia é essa? — olhou pra a grama, que começou a brilhar.

O brilho era muito fraco, sendo difícil de ver de longe. Assim que Lucy encostou na grama o chão começou a tremer.

— Era só pra ver a grama, Luxy, não pra causar um terremoto do além com esse seu peso, sua baleia — Happy riu.

— ... Vou fingir que não ouvi... E agora, o que fazemos?

— Vamos entrar naquela escada ali que apareceu — Laxus apontou para o outro lado da clareira.

— Isso explica o chão tremendo...

— Não estou com muita vontade de entrar sabe... Acho que vou esperar vocês na pousada — se preparou para voar.

— Nem ferrando, você vai com a gente dessa vez — a loira o agarrou, indo para a escada.

A escada era normal, e lá embaixo tinha um corredor iluminado por tochas, com as paredes amarelas e o chão de madeira, além de um caminho para a direita.

A Pena da CuraOnde histórias criam vida. Descubra agora