Eu acordo de madrugada
E o gosto de fel na boca cria raiz na garganta
O mundo parece calmo da grade pra fora
Como um grande inseto que dorme no torpor do frio das estrelas
Meu coração nem bater bate mais
Ele já me abandonou nesta missão furada
De ficar bem
Então os estalos tomam o corpo em cadeia
O suor desliza fácil pela carne
O sangue endurece nas veias
Meus olhos são presas de serpentes que soltam veneno sem parar
O que me pode parar?
Será se o sol nascer?
Será você?
Será eu próprio?
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A Libertinagem Da Bicha Nortista
ПоэзияPoemas que eu escrevo porque não sei lidar com o caos de existir e sentir. Em três vãos sentimentais: silêncio, Libertinagem e Fúria. Sobre meus encontros, desencontros, paixões. Sobre dias bons e ruins. Um diário poético de uma vida poética. A L...