Se você está feliz, bate palma (pá pá pá) *Finjam que isso são palmas*
Olha só o que está chegando fresquinho e adiantado nas notificações de vocês - espero que recebam notificações. - Eu voltei!
Cara, eu estou tão animada com essa história que vocês não tem a mínima noção das merdas que ainda irão rolar aqui. Tantas verdades Brasil. Será que o mundo está preparado para isso?
Chega de falar. Vamos ler?
Devia ter se passado minutos, horas. Não sei bem. Me sinto tão desconectada com o mundo.
Pela janela, que ainda permanece fechada, vejo a luz de um novo dia raiar. Como percebo? Os raios brilham por entre meus cílios, que estão ocupados demais atentos ao meu teto branco.
Desde que sai do banho, a única posição que meu corpo aceitável é o de ficar de barriga para cima, braços e pernas separadas. Estou nua, e de certa forma, eu deveria me sentir confortável assim.
O peso de tudo, da perda, do vazio, é tão grande, que começo a estapear meu próprio rosto, em um momento de fúria. Talvez com a dor da minha face inchada e dolorida se mostre maior que a dor que sinto na perda da minha alma. Mas não.
Volto a ficar paralisada fitando o teto.
Fico pensando na conversa de Deus com a minha filha. Algo como "Ela estava preocupada demais com seu pai. Ela não te merecia, por isso, você era algo insignificante para ela." Imagino minha filha ouvindo isso, as lágrimas em seu olhos.
-Eu não sabia. - Meu corpo treme ao som da minha própria voz. Tão pesada, tão seca. Eu não havia comido nada e nem bebido nenhum líquido desde que havia chegado na manhã seguinte.
Uma lágrima desce pelo canto do meu rosto, e até o pequeno líquido quente em contato com a minha pele fria, me assusta.
-Se eu soubesse, eu juro... - Tampo meu rosto com as mãos. A vergonha que sinto é uma das coisas que fazem com que a dor seja mais intensa. - Se eu soubesse de você, eu não teria me importado com mais nada.
Será mesmo?
Volto a chorar. As lágrimas se tornam torrenciais, e então a crise do chuveiro volta. Começo a gritar desesperada, gritar para tê-la de volta, gritar para que os anjos me escutem e devolvam a minha menina.
-Eu prometo... - Soluço entre minha confissão. Minha barriga se mexe em toda velocidade, tentando encontrar ar suficiente. - Eu prometo que vou mudar. Mas devolve a minha menininha.
Continuo a chorar pela manhã inteira, até que me acalmo.
Sei que ela não vai voltar, e isso que é pior.
Começo a pensar que todo esse sentimento, de certa forma era estranho. Como é possível que alguém sofra por algo que nem sabia que tinha, e que de repente, descobriu que perdeu? Não deveria ser um vácuo de sentimentos? Não deveria ser indolor? Eu deveria ser incapaz de sentir algo assim, apenas por, de certa forma, não saber da existência daquela criancinha.
Até o corpo humano tem suas fraquezas, e mesmo que eu não queira, eu acabo me rendendo ao sono.
Eu vejo minha menina. Ela é linda. Seus cabelos lisos escorridos e castanhos estão brilhantes no sol, fazendo com que quase me ceguem conforme ela corre pelo campo. Mas não estamos sozinhas.
Ao longe, duas menininhas estão brincando de roda-roda e a chamam para brincar juntas.
Fico maravilhada com aquele lugar. O céu está tão limpo, tão azul. O silêncio é quebrado apenas pelo farfalhar de folhas pelos pezinhos das crianças e pelos passarinhos que cantam.
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Just one more night
FanfictionEla amava o emprego, o ambiente de trabalho, as reuniões até altas horas, os clientes, os amigos que ali havia feito, o barulho de inicio e o silêncio do fim de expediente. Sua vida era sacrificar-se naquele trabalho. Até que seu superior a manda ir...
