Peças do quebra cabeça

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Olha quem chegou com o capitulo mais cedo.

Amanhã estou indo embora de casa novamente, voltando das férias, então decidi adiantar esse capítulo para vocês pois não sei como será amanhã, se terei tempo ou não.

Então aqui está!

Vamos ler?


Será que era a decisão certa? Superaríamos esse lance do filho? Ele havia pensando em voltar com ela, isso não deveria ser algo a se pensar? Será que ele sentia algo por ela ainda?

Todas essas perguntas retornaram antes do sono chegar, assim como continuam vivas enquanto Christian bebia seu café forte com duas torradas cheias de manteiga.

Levei minha xícara de café novamente na minha boca, e o observei abrindo o jornal. Como seus dedos deslizavam entre as páginas sem nenhuma preocupação. Será que ele realmente não conseguia ouvir o converseiro que acontecia em minha cabeça?

Quando seu rosto se volta para o meu, digo a primeira coisa que vem a mente para que ele não tente codificar meus pensamentos.

-Você não disse como foi ontem na terapia. - Levanto-me da bancada, e sinto seus olhos em meu traseiro apertado pela calça jeans quando caminho até a pia escura. Finjo estar lavando as coisas, demorando um pouco mais, até escutar sua voz novamente.

-Acabamos falando sobre a bomba da noite passada. Não fizemos o que tinha sido combinado.

-E o que ela te falou? - Questiono, virando-me e encarando seu olhos. Talvez eles dêem algo para mim.

-Que eu deveria ficar calmo, ter minha atenção no que eu realmente queria e falar com você.

Sinto um dos meus bicos se formando em meu rosto.

-Está insatisfeita com algo? Ele franze a testa, e tenho medo de estar mostrando demais.

-Não. Só não gosto quando me dá poucas informações...

-Esses problemas são meus, não seus. Não precisa ficar se preocupando com eles. - Sua voz é calma, mais cada palavra que ele transmite é afiada e atinge direto meu coração.

Não respondo ao que ele diz, apenas subo as escadas para o banheiro.

-Precisa parar de fugir de mim.

Ele está na batente do banheiro no instante que estou abrindo a torneira. Pego a escova de dentes que ele havia me dado para usar, - o que faço uma anotação mental de que deveria voltar para casa. - e começo a molhá-la.

-Vai me ignorar? - Sua pergunta está ali, no ar, mas ela não faz com que as minhas dúvidas crescentes desde a noite passada que rodeiam minha mente sejam dissipadas.

-Hey! - Acordo para o momento quando seus braços estão em minha volta e encontro seus olhos no espelho. - Me desculpa pelo jeito que falei com você. - Suas palavras são tão delicadas e tão palpáveis, que poderia pegá-las na mão de tão verdadeiras.

Apenas sorrio para ele, passando uma das mãos pelo seus toque em meu braço, e logo estou escondida pelas mechas do meu cabelo quando abaixo e começo a escovar meus dentes com o rosto mais perto da torneira.

Sei que ele ainda está ali, mas não sinto a vontade de olhá-lo. O que uma noite pode fazer? O que tudo aquilo poderia significar?

Eu sentia-o diferente comigo, ou será que esse era a impressão que eu queria ter para que pudesse ter um motivo para acabar com aquilo tudo.

Just one more nightOnde histórias criam vida. Descubra agora