Estão prontas para o babado?
Gente, nem vou ficar me alongando porque o que eu quero é causar algo em vocês.
Vai ser tiros de emoção.
Vamos ler?
Estaciono na frente do seu jardim verde. Poucas luzes iluminam a casa, o que me faz pensar que provável mente ela está sozinha. Ela deveria ter empregadas, então todo cuidado era pouco.
Diminuo a luz do carro, e bato o mais devagar possível à porta para que ninguém ficasse alarmado. Olho em volta e a rua parece extremamente calma, as casas estão totalmente escuras e não existe nem barulho de animais.
Ando calmamente em torno da casa, e por sorte, encontro à entrada da cozinha dos funcionários abertas. Fico me perguntando por que alguém deixa tudo aberto. Será que aqui ninguém roubava porque já tinham demais?
Entro na ponta dos pés e fico aliviada de saber que o assoalho não range com meus dedos. Às vezes, mesmo depois de seis anos com uma vida confortável, esqueço que casas como essa não fazem sons no meio da noite.
Na lateral da parede, o aparelho do alarme dá seu sinal vermelho de estar ligado. Sem duvida, seu eu passasse por ele, algo apitaria e logo chamaria atenção. Com um pedaço da camisa em minha barriga, cubro meus dedos, abro o suporte, e encontro números e letras. Digito a primeira coisa que vem na minha cabeça e fico feliz quando a luz vermelha desaparece.
-Então para roubar a casa, só precisa do nome da Anne. – Reviro os olhos ao pensar que seria fácil entrar na casa. Quem colocou esse código?
Mergulho profundamente na escuridão, mas pela pouca iluminação da noite, consigo ver duas portas dispostas a esquerda. Sigo a passos pequenos e entreabro ambas as portas brancas, que mostram estar apenas ocupadas pelo silêncio. Tudo estava arrumado, a cama lisa e intocável, as janelas pequenas fechadas. Será que não havia mais empregadas?
Saio da cozinha pequena, e a cozinha principal faz meus olhos piscarem rapidamente. Há apenas uma porta de correr que as dividem, mas apenas por uma fresta consigo ver todo o luxo de uma cozinha branca, com panelas e talheres dispostos na bancada negra, comida sobre a mesa e uma sala na porta seguinte. Com o silêncio, abro-a lentamente e sigo até a porta seguinte.
Por um momento, minha cabeça registra o que estou prestes a fazer. Eu estou ficando maluca? Isso poderia destruir tudo, acabar com tudo. Eu precisava de autocontrole.
Olho para as minhas mãos e então lembro de Christian.
-Não. – Digo novamente, e dou mais um passo.
Eu tomei minha decisão.
A sala é amplamente iluminada, e fecho os olhos quando a porta faz um pequeno barulho. Espero alguém aparecer, mas nenhum movimento acontece, e dou mais um passo.
Caio no chão. Algo atingiu minha cabeça. Estou tonta, minha cabeça dói, e quando abro meus olhos, a vejo. Ela segura uma colher de pau quebrada ao meio. Devia ter câmeras.
Merda!
Ela me olha com orgulho, com poder. Estou no chão e ela de pé.
Mas não por muito tempo.
Levanto-me rapidamente e a empurro pela barriga, jogando seu corpo junto com o meu para o chão. A colher é disparada para o outro lado da gigante cozinha. Havia muitas ferramentas ali. Ela poderia pegar e usá-las para atacar-me. Não podia correr esse risco.
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Just one more night
FanfictionEla amava o emprego, o ambiente de trabalho, as reuniões até altas horas, os clientes, os amigos que ali havia feito, o barulho de inicio e o silêncio do fim de expediente. Sua vida era sacrificar-se naquele trabalho. Até que seu superior a manda ir...
