Um ponto de paz

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FINALMENTE UM CAPÍTULO DEPOIS DE QUASE DOIS MESES.

Gente, eu preciso de férias! O segundo ano de faculdade é realmente o pior. Peço perdão, mas já ficou até batido de tanto perdão que eu falo pra vocês. Então, hoje eu acordei e pensei "merda, que saudade de escrever! Eles merecem isso" e aqui estou postando um lindo e maravilhoso capítulo. Quero ver se vocês conseguem entender o que está acontecendo nesse capítulo.

Vamos ler?



-Os projetos caíram setenta por centro no ultimo ano. Revisamos todos os recursos administrativos, assim como revisamos tod...

-Eu sei exatamente a porra que eu mandei vocês fazerem. – Ando de um lado para o outro. Passo os dedos entre meus cabelos e os sinto mais ralos. Tudo que meu pai construiu está desmoronando.

-Senhor, não sabemos mais o que fazer.

Encosto na janela de vidro imperial que dá a mais linda visão da cidade. Será que ela poderia se explodir com o impacto do meu corpo?

Começo a bater meu traseiro com força no material resistente, enquanto fulmino Ros, bem na minha frente. Sei que a culpa não é dela. Seu trabalho é simplesmente impecável, sua contribuição para a empresa é formidável, assim como sua amizade que tenho desde a faculdade.

-Eu sei que a culpa não é sua. Desculpe-me por gritar.

Ela sorri nervosa, mas sabe que essa é a deixa para ela sair, o qual faz.

-Christian. – Sua voz me chama novamente, mas por meu nome, o que é ainda pior. Não a olho, pois ela sabe que eu tenho conhecimento do que ela dirá em seguida. – Se isso não for arrumado, temos apenas um ano.

Um arrepio atinge forte a minha espinha. Desde que o escândalo começou, perdemos mais e mais clientes, assim como patrocinadores. Se me perguntarem como sobrevivo todos os dias, posso dizer que tudo fica bem quando eu estou com ela.

Meu celular começa a tocar na mesa, e no mesmo instante atendo, vislumbrando os mais lindos olhos claros.

-Oi meu picolé de frutas. – Escuto seu risinho fofo e meu coração quase explode.

-Papa! O senhor vai me levá pla sorveteria hoje? – Escuto algumas risadas no fundo e checo o horário no relógio.

-Amorzinho, você está me ligando do colégio?

-Só to testando o aparero. – Ela explica com a voz mais baixa. Escuto uma voz gritando ao fundo e imagino que seja sua professora. Começo a rir histericamente, algo que só ela conseguia fazer.

-Você está me ligando da sala de aula?

-Você vai me levá? - Decido responder de uma vez, antes que minha filhinha seja pega.

-Sim, eu vou. Mas precisa me prometer que não vai ficar fazendo ligações no meio da aula pra mim.

-Papa, eu só sei aperta um botaum. – Rio da sua indignação.

-Você é muito nova para ter um celular, mocinha.

-Mas eu já tenho seis anos! – Escuto alguém pedindo silêncio no fundo e percebo que ela pode ser pega a qualquer momento.

-Vou desligar o telefone. Te pego em uma hora mocinha.

-Ok papa. Te amo. – Ela desliga, mas sem antes fazer meu coração explodir com suas palavras.

Eu tinha a filha mais doce da face da terra.

Com o telefone na mão, vou até as mensagens e envio outra.

Just one more nightOnde histórias criam vida. Descubra agora