Da água para o vinho

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Olha quem voltou!

Tenho que explicar porque não posto há quase duas semanas. Simples, a culpa não é minha.

Fiquei no meu quarto três semanas fazendo cinco fichamentos para uma prova e para nota, para no final, meu computador pifar quando fui iniciar ele para escrever a cap.

Então, a culpa não foi minha, e escrevo isso dizendo que me senti incrivelmente triste por isso ter acontecido.

Mas chega de conversinha, vamos para esse capítulo, finalmente!!!




A chuva não dava descanso enquanto estava mergulhada na banheira com um belo copo de vinho. Uma taça não seria o suficiente para mim. Porém, com meu fraco para o álcool, a cada momento que me sentia tonta e julgava-me sobre a minha inocência em ter uma relação com um homem casado mesmo que eu não soubesse, eu depositava o copo na beira da pia que ficava ao lado e fechava os meus olhos esperando dormir.

Ele havia me mandado uma mensagem, que eu recusei fielmente. Sabia que a desculpa sobre estar cansada e "quase dormindo", seria o suficiente para calar a boca de um homem quando ele quer ser afável e não perturbar a mulher que acabou de magoar.

Magoar? Mas você não é a mulher dele!

Droga.

Volto a pegar meu copo que estava na pia e bebo mais cinco ou seis deliciosos goles do vinho tinto seco e super barato da promoção. Quando vejo meus dedos enrugarem, decido sair da agua.

Na escuridão do meu quarto que é pintada apenas pela luz dos relâmpagos, visto-me com uma calça de moletom e uma blusa de alcinha preta. Solto meu cabelo que estava em um coque e me jogo na cama.

Sei que não vou dormir, e isso me entristece. Já passam das duas da madrugada quando o barulho na porta acorda-me do transe onde eu vislumbrava uma parede branca sem nada de importante.

Eu sei que é ele.

Deixo ele bater na porta o quanto quiser. Ele pode quebrá-la que quiser. Sei que meus vizinhos irão sair e reclamar, chamar a polícia talvez, e se isso acontecer e os policiais perguntarem se eu conheço aquele cara, irei negar avidamente.

Sorrio com esse pensamento, imaginando homens de corpo sarado molhados na chuva, mas quem eu estava querendo enganar?

O silêncio que se estabeleceu após o espancamento da minha portinha chamou minha curiosidade, e a passos lentos, levanto da cama e vou até a porta do meu quarto observando a sala escura e silenciosa.

Quando um relâmpago ilumina o céu, sua luz reflete na minha sala mostrando sua sombra me observando da janela do lado de fora.

Merda, fui pega.

O susto foi tão grande, que coloco minha mão no coração enquanto penso no que posso inventar.

Quando meus passos estão indo em direção a porta, decido fingir que acabei de acordar com o barulho e quando fui levantar, tudo estava calmo. Antes de abrir a porta, faço minha melhor cara de sonolenta e pego na maçaneta.

-Que raios você faz aqui nessa chuva? – Preciso gritar para que a minha voz seja ouvida por sobre o barulho da chuva.

-Eu sei que não estava dormindo e senti uma necessidade enorme de ver você. – Ele usa a mesma entonação, fazendo a mesma expressão de choro de quando o vi na minha porta da última vez. Mas dessa vez eu não o deixo entrar.

Just one more nightOnde histórias criam vida. Descubra agora