Capítulo 6 - Estranho Gosto

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*Leia o capítulo ouvindo a trilha sonora*

Capítulo 6 - Estranho Gosto.

[...]
Os dias se passaram e Christian e eu fomos nos aproximando cada vez mais. 
James e Riley foram expulsos do colégio, além do mais meu pai disse que terão que responder na justiça pela agressão que  cometeram contra Christian, o que me deixou muito feliz, sinal de que ainda há justiça nesta terra, mas ainda não desisti de me vingar pessoalmente daqueles dois babacas, só preciso pensar em um bom plano para isso.
Raymond e eu estamos nos dando  bem, ele até me deu carta branca para eu pintar meu quarto de vermelho, uma das minhas cores favoritas e me deu uma gaita de presente, o que me deixou imensamente contente já que amo tocar e aprendi quando pequena com minha avó, Marye, falecida há oito anos. 
Ainda não voltei a falar com Carla, mas confesso que minha raiva por ela tem diminuído consideravelmente com o passar dos dias. Jack e meus amigos de Vegas as vezes me mandam  mensagens para saberem se estou bem, mas isso está se tornando cada vez mais escasso, sinal de que aos poucos estão se  esquecendo de mim. 
Na escola as coisas estão medianas, não sou a melhor aluna da classe porém, não sou a pior e Mia, Ethan, Kate e Elliot estão me ajudando muito nas matérias, mas quem realmente está sendo quase um professor pra mim é Christian.
O moreno é a pessoa mais inteligente que já conheci em toda minha vida, consegue a proeza de ser incrivelmente bom em todas as matérias, inclusive em exatas como matemática que pra mim é praticamente uma matéria grega pois não entendo absolutamente nada sobre ela. 
Todos os dias após o colégio vou para a casa de Christian e no quarto dele, tenho minhas aulas particulares por uns quarenta minutos em média. Meu novo amigo explica tudo detalhadamente com bastante calma e de forma fácil, me ajudando a entender tranquilamente as matérias e assim, melhorar minhas notas cada vez mais. 
- Conseguiu entender minha explicação sobre progressão geométrica, Anastasia? - O garoto perguntou empilhando os livros sobre a mesinha que foi colocada em seu quarto por Carrick, especialmente para nossos estudos. 
- Ana. - O corrigi. - Gosto que meus amigos me chamem de Ana e como meu amigo, é assim que você deve me chamar. - Avisei olhando rapidamente para ele, que estava sentado na cadeira ao meu lado. 
- Está bem, Ana. - Ele concordou ajeitando os óculos redondos que usava exclusivamente para leitura. - Conseguiu entender sobre PG?
- Com um professor como você seria impossível não aprender. - Respondi sorrindo. - Sabia que você é o melhor professor do mundo Christian Grey? 
- Você está exagerando. Como pode saber que sou o melhor se não teve aula com todos os professores do mundo? Além do mais não sou professor de verdade, não tenho formação suficiente para lecionar. - Justificou com aquela inocência de sempre. 
- Eu sei, Chris. - Concordei dando um beijo na bochecha dele que me olhou assustado com meu ato.

- Sei que não gosta de toques, mas vai ter que se acostumar com meus carinhos porque você é fofo demais, não consigo evitar fazer essas coisas com você

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- Sei que não gosta de toques, mas vai ter que se acostumar com meus carinhos porque você é fofo demais, não consigo evitar fazer essas coisas com você. - Falei vendo as bochechas dele se avermelharem. - Está com vergonha? 
- Sim, nenhuma menina faz isso comigo a não ser Kate e Grace, mas elas não contam porque são minhas parentes. 
- Mas eu conto, certo? - Ele assentiu com a cabeça. - Quero te mostrar uma coisa. - Tirei a gaita que ganhei do meu pai do  bolso do meu casaco. 
- Uma gaita... Você sabe tocar? - Questionou curioso. 
- Sim, quer ouvir? 
- Quero. - Ele concordou vendo eu ficar em pé, começando a tocar uma das minhas músicas favoritas durante uns dois minutos. - Gosto muito dessa música do Steve Wonder, sabia que ele escreveu na época em homenagem a sua filha? 
- Sabia. - Respondi ofegante pois esse instrumento sempre me deixa sem ar quando paro de toca-lo. - E acho a letra muito bonita. - Caminhei até a cama dele e deitei-me lá de barriga pra cima, olhando para o teto. 
- Você toca muito bem, Ana. Parabéns! - Ele bateu palmas rapidamente para mim. 
- Obrigada. - Sentei-me na cama dele. - Posso te fazer uma pergunta?
- Sim. - Ele fechou todos os cadernos, se levantou e foi até a beira da cama, sentando-se ao  meu lado. - Pode perguntar. 
- Você já beijou alguém? - Indaguei pondo a gaita de volta no bolso. 
- Já, minha mãe, meu pai, irmã, avós, mas nao gosto muito. 
- Não. - O interrompi. - Estou falando de beijo na boca, de língua, de beijar uma garota que você goste de verdade, entende? - Expliquei o olhando atentamente. 
- Ah... Isso não. - Respondeu coçando a cabeça. - Porque até então eu não tinha gostado de nenhuma menina. 
- Não tinha? No passado? - Franzi o cenho. 
- Sim, no passado. - Ele mordeu os lábios parecendo ansioso. 
- Quer dizer que atualmente você gosta de alguma garota? - O instiguei não me aguentando de curiosidade. 
- Sim. - Ele confirmou e sei lá por que meu coração disparou. - O que é bem estranho já que dizem por aí que aspergers como eu não costumam ter muitos sentimentos. 
- Ah é? E você gosta de quem Christian? - Respirei fundo. 
- De você, Ana. Eu gosto de você.

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Vou mudar o título da fic pra Estranha Fofura kkkkk Mdsss como esse Christian é fofo, né meninas?
Quem está amando a maratona ai? Dá trabalho pra fazer, viu?

Votem, comentem, amanhã tem muito mais ❤❤

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