Anastasia Steele é uma verdadeira garota problema que a contra-gosto é obrigada a se mudar para uma cidade pequena a fim de morar com seu pai, Raymond, o chefe de polícia de Spokane.
É quando se depara com o filho de sua vizinha, um estranho garoto...
- Ana, vamos entrar. - Raymond falou puxando meu braço. - OLÁ CHRISTIAN! - Gritou para o garoto que nada disse, apenas acenou para ele, pegou a enxada e começou a capinar seu quintal. - Quem é aquele carinha? - Perguntei entrando em casa com meu pai. - Christian, nosso vizinho. - O moreno respondeu fechando a porta e pondo minhas malas no chão da sala. - Bem-vinda a nossa casa, filha. A casa era até bastante espaçosa, organizada e simplória, sem nenhuma decoração extraordinária. - Obrigada. - Agradeci olhando ao meu redor. - Estou com sede, onde fica a cozinha? - Ali. - Ele respondeu apontando para o cômodo ao lado da sala de estar. - Vou levar suas malas para seu quarto, que fica na segunda porta a direita. - Okay. - Concordei caminhando até a cozinha onde abri a geladeira para pegar uma jarra de água. A cozinha é toda bege e branca, a geladeira está cheia e a pia da louça limpinha, comprovando a teoria de que meu pai é realmente bem organizado. Peguei um copo e depositei a água nele, bebendo todo o líquido dela em poucos segundos. Depois subi até meu novo quarto e fiz uma careta ao notar que ele é todo rosa bebê e infantil, uma das cores que mais detesto. - Gostou? Eu o arrumei para você. - Raymond disse dando um sorriso de canto de boca. - Cheio de bonecas, rosa e com ursinhos? Não tem muito a ver comigo né? - Ironizei apontando o dedo para mim que estava toda de preto, cabelos desgrenhados e maquiagem pesada. - Mas o que vale é a intenção. - Sorri. - Obrigado Ana. - Ele fez carinho nos meus cabelos e saiu do quarto dizendo que tinha comida na geladeira e que iria dar uma passadinha na delegacia. Desfiz minhas malas, escondendo em uma caixa de sapatos velha minha garrafa de bebida e meus cigarros, bem no fundo do guarda-roupa e ajustei meu quarto pra deixa-lo mais ao meu gosto, colocando posters dos meus cantores e bandas favoritas na parede, riscando as paredes com canetas coloridas e escondendo as bonecas e ursinhos cafonas no fundo da sapateira. Exausta, fui tomar um banho demorado e relaxante no chuveiro e em seguida, enrolei meu corpo em uma toalha e começei a caminhar por meu novo quarto. Eram quase seis da tarde e entediada, fui até a janela ver o pôr do sol, mas ao olhar para a casa da frente lá estava o mesmo garoto de hoje cedo, parado na janela me observando fixamente outra vez. - TARADO! - Exclamei mostrando o dedo do meio para ele que arqueou a sobrancelha e continuou me olhando como se não tivesse entendido minha atitude. - Argh... - Resmunguei cobrindo a janela com a cortina vermelha. - Eu hein, que cara esquisito... - Falei sozinha começando a me trocar. Coloquei uma calça e blusa de moleton cinza pois está começando a esfriar e saí do quarto, caminhando por toda a casa para conhecê-la melhor. São três quartos, sala, cozinha, três banheiros, além do quintal que é bem espaçoso e tem belas flores, ainda mais nesse período de primavera. Voltei para o quarto onde peguei dois cigarros, coloquei-os no bolso e fui até a cozinha onde fiz um lanche composto por um sanduíche com presunto e queijo e leite com achocolatado. Fui para a sala, sentei-me no sofá, liguei a TV e enquanto assistia uma série de suspense, me alimentava. Após comer, deitei-me no sofá e aos poucos fui me sentindo cada vez mais entediada afinal, não tem nada de legal na televisão e se eu estivesse em Vegas, há essa hora estaria me arrumando para alguma festa maravilhosa. [...] Levantei e fui até a cozinha onde lavei a louça que comi e peguei uma caixa de fósforos. Já na sala de novo, acendi um dos cigarros e começei a traga-lo pegando meu celular e mandando algumas mensagens para meus amigos de Las Vegas dizendo que estava com muita saudades deles. Limpei uma pequena lágrima de saudade que caiu dos meus olhos quando ouvi a campainha tocar. Quem será? Suspirei, apaguei o cigarro e o escondi debaixo do sofá. Ajeitei meus cabelos que são castanhos e longos e fui até a porta, destrancando-a, girando a maçaneta e a abrindo, tomando um susto ao me deparar com o tal Christian na minha frente. Vestido com calça jeans, camiseta vermelha, casaco preto e tênis, seus cabelos estavam bem alinhados com gel, mas o que mais me chocou foi que ele tinha uma rosa na mão. Demorei alguns segundos para esboçar alguma reação porque simplesmente não sabia o que fazer naquele exato momento. - É para mim? - Perguntei apontando para a flor.
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- Sim, colhi no jardim agora pouco. - Ele respondeu estendendo a mão para mim e me entregando a rosa. - Obrigada, mas por que me deu isso? - Franzi a testa. - Porque meu pai mandou. - Ele respondeu me olhando nos olhos. - Por que ele mandou você fazer isso? - Dei risada. - Como pedido de desculpas pelo que aconteceu horas atrás, quando você estava na janela e mostrou o dedo para mim. Não sabia que tinha se ofendido pelo que eu estava fazendo, mas papai me explicou que minha atitude foi um tanto inapropriada. - Espera... Você precisou que seu pai te explicasse que se comportou como um tarado? - Perguntei dando risada novamente. - Não agi como tarado porque não te ataquei nem fiz nada senhorita, apenas olhei para você. - Pois não tinha que ter olhado! E quer saber? Você é um tremendo imbecil! Adeus! - Falei batendo a porta com força na cara dele. - Eu hein, que cara babaca... - Murmurei para mim mesma. [...] Quando meu pai chegou expliquei toda a situação à ele enquanto jantávamos imaginando que ele fosse ficar possesso de raiva pelo episódio de assédio que eu tinha sofrido, mas estava redondamente enganada pois ele ficou foi contra mim. - Deixa isso pra lá, Ana. - Ele disse tomando um gole de suco. - Que? Raymond, você prestou atenção no que eu disse? - Questionei boquiaberta. - Sim, mas garanto que Christian não fez por mal, ele não possui malícia alguma. - Ray garantiu pondo uma garfada de comida na boca. - Um menino de sei lá, 16, 17 anos fica vendo sua única filha de toalha na janela e mesmo assim você acha que ele não tem maldade alguma? Mas isso é um tremendo absurdo! - Reclamei fechando a cara. - Não, não é. Você não percebeu ainda filha? Christian é especial. - Ele afirmou segurando minha mão. - Especial? Como assim? - Fiz uma careta não entendendo nada do que ele estava dizendo. - Christian tem Asperger, Anastasia. - Ele revelou me fazendo arregalar os olhos.
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Espero que tenham gostado do capítulo e desse Christian e essa Ana que vão dar muito o que falar por aqui kkk
Saberemos mais sobre Asperger nos próximos capítulos.