Anastasia Steele é uma verdadeira garota problema que a contra-gosto é obrigada a se mudar para uma cidade pequena a fim de morar com seu pai, Raymond, o chefe de polícia de Spokane.
É quando se depara com o filho de sua vizinha, um estranho garoto...
- Sim, bebi - Fui sincera, afinal, sei muito bem que Christian não gosta de mentiras. - Foi só um pouquinho de vodka. Também tentei minimizar tudo o máximo possível. - Não gostei do gosto dessa vodka que você tomou. - Christian avisou fazendo uma careta muito fofa. Não adianta, nem que ele quisesse conseguiria ficar feio. - Tem gosto ruim. Sabia? - Insistiu. - Percebi - Dei risada - Mas foi só um gole mesmo - Me aproximei do moreno, a fim de beija-lo mais profundamente. - Você poderia ir ao banheiro escovar os dentes antes de me beijar de novo, por favor? - Christian continuava com a mesma careta no rosto - Eu realmente não gostei do gosto da vodka. - Claro, tudo bem. - Concordei tentando controlar a gargalhada. Christian Grey realmente é estranho. Jack nunca teve problemas com meu hálito de alcool, provavelmente porque quase sempre estava com o mesmo hálito que eu, quando nos encontrávamos durante o período do namoro. Afinal, nosso namoro se resumia apenas a farra, rachas e bebidas. Já Christian não, nossa relação é muito mais profunda, me faz bem. E o gosto dele é perfeito, desses que a gente quer sentir para o resto da vida. Acho que no fim das contas, a estranha desta história sou eu que só faço besteira. - Ana... Por quê você bebeu há essa hora da noite? - O moreno questionou parado em frente a porta do banheiro, enquanto eu escovava os dentes na pia - Formulando melhor minha pergunta, por quê você bebeu? - Porque estava sem sono. Quando bebo, normalmente sinto um pouco mais de sono. É isso. - Expliquei terminando de escovar os dentes e limpando meu rosto com uma toalha branca. - Não faz sentido algum tomar alcool porque está sem sono. Quando uma pessoa está sem sono e quer dormir, é só contar carneirinhos. Estatísticamente, esta atividade possui um efeito melhor que a bebida. Tomar suco de maracujá também ajuda bastante. - Sugeriu. - Ah é? - Me aproximei do moreno, envolvendo minhas mãos ao redor do seu pescoço, que repousou as mãos na minha cintura.
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- Sim - Christian confirmou me olhando fixamente. - Já escovei os dentes certinho. Agora posso te beijar, namorado? - Perguntei roçando meus lábios aos de Christian. - Se não estiver mais com gosto de bebida, pode sim. Também estou com muita vontade de beijar você. - O Grey confirmou e deu passagem para que eu enfiasse minha língua atrevida dentro de sua boca, quando de repente, ouvimos rápidas batidas na porta. - ANA? ANA? - É a voz de Raymond, tenho certeza. - É seu pai. - Christian também constatou naturalmente, como se não estivesse com um pingo de medo. Bem ao contrário de mim. - Christian, você tem que se esconder agora! - Falei puxando meu namorado para dentro do quarto - Se esconde debaixo da cama. Debaixo da cama! - Repeti baixinho. - Por quê? - O moreno perguntou com a sobrancelha arqueada. - ANA? ANA?! Abra logo a porta, filha! - Raymond insistiu do outro lado da porta. - Porque meu pai não pode te flagrar aqui senão vai te matar. - Expliquei. - Seu pai vai me matar? Ele é um assassino? Mas ele não é o único delegado da cidade? Como vamos denuncia-lo a polícia então? - Me encheu de perguntas. - Não Chris, é só modo de falar! - Corrigi segurando o riso - Por favor, se esconde logo! - Insisti apressada. - Está bem - Ele me obedeceu e se escondeu debaixo da cama. Respirei fundo e corri para abrir a porta. - O que foi, Raymond? - Perguntei cruzando os braços. - Por quê demorou tanto para abrir a porta, Anastasia? - Meu pai perguntou desconfiado de mim. - Porque estava fazendo xixi. - Respondi mostrando a língua para ele - O que quer? - Nada, só saber se você está bem. - Olhou para os lados, ainda desconfiado de mim. - Estou ótima, especialmente depois que vocês autorizaram meu namoro com Christian. Isso era tudo que mais queria na vida! - Falei não escondendo minha alegria. - Que bom que está feliz, filha. - Raymond sorriu e me abraçou - Estou indo deitar, está tarde. Boa noite! - Beijou minha testa. - Boa noite, Ray. - Ele saiu do quarto e tranquei a porta - Ufa! - Suspirei aliviada - Christian? - Olhei para os lados - Por quê ainda está debaixo da cama? - Porque foi o que você pediu cinco minutos atrás. Cinco não, três. - Se corrigiu olhando o próprio relógio de pulso. - Sim, pois Raymond estava aqui, mas ele já foi embora. Pode sair daí. - Expliquei e o moreno saiu da cama. - Argh, minha roupa está toda amassada. - Comentou ajeitando sua camiseta, que realmente estava amassada. - O que importa é que deu tudo certo - O puxei para mim, grudando meus lábios nos seus, mas logo parei - Acho que estamos nos arriscando demais. Carla também está na casa hoje... É melhor você ir embora. Se algum deles te flagrar aqui, podem tentar interromper nosso namoro. - Avaliei. - Tudo bem - Concordou. - Verdade, é melhor você ir mesmo. Infelizmente - Fiz biquinho - Se meu pai perguntar se você esteve aqui hoje, diga que não. Combinado? - Mas eu não sei mentir, Ana. - Pois vai ter que aprender, Chris. - Fiz carinho em seus cabelos. - E como se aprende a mentir? - Perguntou curioso. - É só... Dizer que não caso meu pai pergunte se esteve aqui hoje. Troque o sim pelo não na hora da resposta e pronto! - Sorri - É mais simples do que parece. - Está bem, vou tentar mas não garanto nada. - O moreno coçou a cabeça - Como você ainda está machucado, acho melhor descermos pelas escadas desta vez. - Acariciei o rosto dele com carinho. - Está bem. - Concordou deslizando a mão suavemente pelo meu rosto, me dando um último beijo de despedida. [...] Christian e eu ficamos esperando alguns minutos e assim que deduzi que Raymond e Carla já estariam dormindo, saí do quarto e vi se a barra estava realmente limpa. Como estava tudo apagado, voltei do quarto de mãos dadas com meu amor e juntos, descemos as escadas até a porta da sala, de onde o moreno foi embora segundos depois. Da janela da sala, vi Christian voltar para sua casa e assim que tive certeza que ele estava bem, também fui dormir. [...] No dia seguinte...