A história mais esperada da série.
Os gêmeos Jonathan e Cristal Alcântara, os filhos mais do que esperado do casal Ana Júlia e Luís Renato Alcântara chegou.
Dois jovens em seu mundo estudantil.
Jonathan Alcântara, é um jovem de dezoito anos, que...
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Lisa Serrano.
O confronto...
Desço do carro que acabei de estacionar no pátio do Colégio Mont Serrat. Um prédio de estrutura antiga, com paredes de pequenos tijolos marrons, ladeado por um gramado e poucas árvores frondosas. Ainda tem alguns poucos alunos transitando por aqui, envolvidos em conversas animadas, ou apenas passando um tempo debaixo das copas das árvores. Observo atentamente o prédio de três andares, com uma extensão que chega a ocupar duas quadras de uma das avenidas principais do Rio de Janeiro. Portanto, respiro fundo, ajeito a alça da minha bolsa no meu ombro, porém, não entro no prédio. O contorno e vou direto para a sala do treinador, que fica próximo à quadra de esportes da escola. Sei que deveria ir direto para o segundo andar, onde fica a diretoria e fazer uma reclamação direta para Anna Silvano, uma grande amiga e diretora desse lugar, mas não quero ter que ir até ela em primeira instância. A verdade, é que quero confrontá-lo primeiro, olhá-lo nos olhos e jogar na cara daquele infeliz tudo o que que está entalado por anos na minha garganta. E se depois disso continuar irredutível usarei a minha única saída. A sua demissão. Minutos depois, adentro o prédio que exibe alguns desenhos esportivos nas paredes e sigo por um corredor onde tem alguns armários de ferro. Olho para as salas vazias a procura do seu escritório, chegando no final do corredor. Fito a última porta que carrega o seu nome e mordo a minha boca, segurando a minha fúria de mãe. Levo uma mão a maçaneta e abro a porta lentamente, sem qualquer aviso, adentrando a sala em seguida. Flint está sentado em uma poltrona de couro escuro, completamente absorto e limpando um troféu. Dou mais alguns passos para dentro da sala, fechando a porta em seguida.
— Lisa? — diz quando percebe a minha presença. Ele parece meio sem jeito e começa a se mexer dentro da sala guardando algumas coisas no seu lugar. — O que faz aqui? — questiona confuso. Algo aceitável já que não nos falamos desde a nossa última briga a quase vinte e um anos. Sim, eu me recusei a vê-lo e até mesmo de falar com ele sobre qualquer assunto que fosse. — Não importa! É um prazer vê-la aqui. Ah... sente-se! — pede cordial, mas parece nervoso. Ainda em silêncio o observo ir até um frigobar no canto da sala. Ele pega uma cerveja para si e serve uma taça de vinho que deduzo ser para mim. Depois, vai para a sua mesa e se senta na cadeira atrás dela. — É pra você. Eu sei que gosta — fala, colocando a taça sobre o tampo da mesa. Continuo calada e me aproximo sem pressa da mesa. Puxo a cadeira e me sento nela.
— Oi, Flint! — Enfim falo alguma coisa e ele abre um sorriso grande.
— Oi, Lisa! — Ele abre a sua garrafa e bebe um longo gole da sua bebida. — A que devo a honra de tão ilustre visita a minha humilde sala?
— Não é uma visita de cortesia. Eu vim aqui por causa do meu filho. — O observo engolir o seu maldito sorriso e levar a garrafa a boca outra vez.
— O que foi? O neném já foi chorar no colo da mamãezinha? Só podia ser filho do Armando mesmo! — ralha com ironia.
— Porque está fazendo isso, Flint? Por que está marcando cerrado em cima do meu filho? — Ele me olha por um curto espaço de tempo sem dizer uma palavra e larga a garrafa sobre a mesa em seguida.