Narrado por Natasha .
Eu costumava a observar Nathan enquanto ele olhava pro computador que eu fiz questão de o arredar e mantê-lo longe de mim.
E nessas olhadas que ele nem se quer percebia enquanto estava ocupado com seu trabalho eu me fazia a seguinte pergunta : você quer mesmo ser assim ? você quer mesmo fazer ele sofrer, aquela pergunta veio pelo fato deu ficar pensando em como ferir Nathan seja emocionalmente ou fisicamente .
Aquilo já estava se tornando um pensamento fixo em minha cabeça, eu pensava nisso constantemente e a resposta era sempre a mesma : você não pode ser tão ruim assim Natasha, mas ao mesmo tempo eu olhava pra ele e brigava com minhas próprias palavras pensando " ah mas não tem nada de mais em ser assim " .
E foi pensando tanto nisso que eu cheguei a conclusão de que quanto mais eu o olho mais a vontade aumenta eu sou ruim e não me assustava ser assim , não me causava medo, era como se quanto mais eu pensasse em faze lo sofrer mais eu queria que aquilo se concretizasse.
Eu costumo a olhar as pessoas e desejar que elas se deem mal, desejo que tudo de ruim possa acontecer a elas isso se dá quando eu estou na rua , no trabalho ou até mesmo assistindo TV mas com Nathan era diferente, era como se eu pudesse ver Nathan olhando pra mim com a boca sangrando, com o rosto inchado de tantos socos bem dados em sua cara eu o via ajoelhado implorando pra parar com a tortura me pedindo perdão dizendo " me perdoa Natasha eu não vou ficar mais entre você e Tony " enquanto eu o olhava com desdém e desprezo pensando que eu sou a quem manda em absolutamente tudo e que ele nunca estará aos meus pés , esses pensamentos de Nathan se submetendo a mim assim como as outras pessoas me fazia sentir poderosa era a melhor sensação que eu poderia ter.
Os pensamentos de Tony estavam longe de mim, bem longes eu podia ver .
Eu já estava sendo ignorada por tony desde o término do nosso namoro mas não tão ignorada desde que Nathan apareceu em nossas vidas roubando assim toda a atenção que era pra ser minha .
Antes Tony pelo menos parava pra me ouvir mesmo eu achando que não adiantaria em nada falar com ele e pedir desculpas, mas ele pelo menos me ouvia hoje em dia ele não fala mais nada comigo sou apenas a empregada dele ou melhor " a supervisora dos aprendizes" a que ótimo, eu tenho todas as certezas de que essa amizade de Nathan e Tony está fazendo com que ele me esqueça pena que Tony e burro de mais pra perceber que eu sempre fui e continuo sendo o melhor pra ele .
Que Nathan estava tendo uma amizade forte com Tony eu não duvidava, mas eu me recusava a acreditar que Nathan era o causador de toda essa distância entre mim e Tony, amigos não conseguem separar alguém de uma pessoa que se está afim .
Pelo que eu sei amigos não conseguem impedir o outro a voltar com a ex, eu estava começando a acreditar que tem mais alguém nessa história e que está lhe dando outro tipo de atenção não só como amizade mas sim amor.
Tony devia ter arrumado outra mulher só pode, ele está muito feliz qualquer um podia ver a felicidade estampada em seu rosto os olhos dele simplesmente brilhavam, eu fico o reparando sair da empresa de sorriso orelha a orelha e com uma pressa assustadora passando por mim simplesmente não me enxergando ali.
Me lembro do jornal passando e a noticia se espalhando por todos os lugares , os pais de Tony haviam morrido em um acidente de carro deixando o país chocado com a morte de um dos empresários mais ricos do país eu ainda não o conhecia mas eu realmente não tive culpa de conhecer Tony em uma das piores fazes de sua vida quando ele ainda estava deprimido por causa da morte dos seus pais .
As memórias de quando eu o vi pela primeira vez triste e abatido no velório de seus pais, porque nossos pais eram amigos a 4 anos atrás ainda invadiam minha cabeça foi aí que eu pude o ver pela primeira vez .
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Meu chefe ( Romance Gay )
RomanceNathan é um adolescente de 16 anos que tem uma vida relativamente normal que vive com seus pais Marcos e Tereza e sua melhor amiga Kate vivendo na mesma rotina todos os dias acordando e indo de casa pra escola e da escola pra casa, até que um dia...
