Fomos para o lado de fora do escritório. Ele parecia muito irritado ainda.
- Noah fica calmo, eu convivi com isso a vida inteira e nunca fiquei assim.
- Ah não, imagine, só foi até Acapulco atrás de mim por conta disso. – respondeu irônico.
Era verdade, havia ido atrás dele e agido como uma maluca tudo por culpa do azar. Esse negocio é como uma praga, nos inferniza a ponto de ficarmos maluco e procurarmos de qualquer maneira nos livrarmos dele. Mas não o quero de volta, porém sei que Noah também não o merece.
- Olha Noah, não sei o que fazer não podemos ficar trocando de sorte toda hora...
- É só você devolver a minha sorte Sina, e sabes muito bem como faze isso.
Não queria fazer isso. Quer dizer até queria, mas não para perder o azar. Ok apaga esse pensamento! Mas não era justo comigo também, ficar com o azar só porque ele esta me obrigando.
- Não posso fazer isso Noah, eu não quero te devolver a sorte.
- Você não pode? Sina, ela era minha. Você não tem direito. – fez uns movimentos mais rápidos e só pude ouvir o barulho do rasgo. Ele levantou os braços e pude ver onde foi. – Esta vendo Sina? Eu não vou ficar assim.
Tentei não rir, mas era impossível ele estava muito engraçado. Nunca o imaginei tão azarado ou cometendo atrocidades como eu. Mas ele mereceu, depois de tudo que me fez não contar sobre aquela noite ter sido especial para ele também, não perceber o que estava na cara dele o tempo todo. Ele merecia sofrer também assim como eu sofri.
- Não ri! – me empurrou contra a parede ainda mais furioso.
- Ta bom Noah, não vou. – tentei prender o riso.
Deveria ter alguma maneira de nenhum de nenhum de nós precisar ficar com o azar, mas não tinha a menor ideia de como. A única coisa que Any disse era que me livraria do azar me deitando com Noah.
- Já sei, a Any. Foi ela que inventou toda essa teoria, talvez ela saiba como resolver. Vamos a casa dela hoje a noite.
- Ta bom. – respirou fundo. – Espero que isso tenha uma solução, não sou tão bom nisso como você.
- Vou levar isso como um elogio. – sorri
- E o cara lá dentro?
- É só um amigo. Não precisa ter ciúmes. – ri. Ele não sentia ciúmes de mim, era claro que não.
Mas no fundo tudo que eu queria era que ele sentisse. Porque tenho que cultivar esse sentimento sobre este homem? Porque vivemos uma história tão complicada, e não consigo deixar de gostar dele? Para mim essas perguntas não tem resposta, mas o Théo poderia ser uma boa saída para isso tudo.
- Não tenho ciúmes de você. Porque teria? Não tenho não, de maneira alguma... - se defendeu.
- Esta falando igualzinho a mim, tentando se justificar e se embaralhando com as palavras.
- Não diga bobagens! Hoje a noite nos vemos. E cuidado com esse cara tá? Não é por que está com sorte que deve sair com qualquer um. - aconselhou. Ele está com ciúmes sim e agora meu dia havia melhorado mil por cento.
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Chegou em fim a hora do almoço, Theo ficou me esperando na recepção e saímos juntos para um restaurante ali perto.
- Então resolveu o problema com seu amigo? - perguntou logo depois que fizemos os pedidos.
- Ah sim, está tudo certo. - forcei um sorriso. De certo não havia nada.
- Que bom. Então Sina... - pousou a mão discretamente sobre a minha. - Nunca tivemos um encontro mais sério não é? Tipo saímos para algum lugar mais legal.
- Os almoços são encontros? Quer dizer, eu não tava sabendo.
- Não sei, digamos que é apenas para nos conhecermos melhores. Mas eu gostaria de te encontrar em outros lugares também...
- Sério? - Respirei fundo para não falar nenhuma bobagem. - Eu também adoraria. Seria bom te conhecer melhor longe das minhas duas horas de almoço.
Poderia ouvir os anjos e os sinos tocando atrás de mim, havia dado uma pequena investida nele sem dizer nenhum asneira. Obrigado sorte, quero você ao meu lado para sempre!
- Pensamos iguais então, fico feliz. Você é uma mulher incrível Sina, além de linda e quero muito passar mais tempo ao seu lado. A empresa de um amigo estará dando uma festa sobre um novo empreendimento e pensei que você poderia ir comigo.
Ele havia me elogiado e me chamado para uma festa importante. De onde saiu esse homem?
- Eu aceito, adoraria ir com você. - apertei sua mão.
Seria bom poder sair com alguém ter um encontro em um lugar diferente. Talvez essa fosse a minha oportunidade de esquecer Noah, a sorte além de deixar eu ser normal ainda pode estar me ajudando a me livrar do maior sentimento que já senti.
Terminamos o almoço em meio a conversar e risadas, Théo era uma pessoa bacana e divertida, e também sabia como passar cantadas como ninguém.
Ele me deixou em frente ao pequeno prédio onde trabalho e na hora de se despedir, as coisas não ocorreram muito bem.
- Foi ótimo o almoço. - pousou as mãos sobre minha cintura. Não entendi muito bem o porque ele fez isso.
- Foi mesmo, é sempre bom.
Ele se aproximou ainda mais, estava próximo a meus lábios. Ah não! Fechei os olhos tentando dar chance a ele e a mim também. Um beijo não seria nenhum problema se eu não tivesse viajado com meus pensamentos para o dia anterior, para o homem que estava na minha cama e o desejo de poder estar com ele novamente.
- Noah. - Disse sem pensar, e assim que abri os olhos percebi a burrada que estava fazendo. - Meu chefe. - me afastei interrompendo o momento.
- Seu chefe não se chama Noah?
- Noah Urrea. Preciso ir Theo, depois nos vemos. Foi um prazer.
Sai quase correndo dali por vergonha e tristeza. Estava perdida, aquele idiota que conheço desde a infância roubou meus pensamentos de novo e nem ao mesmo quer ser o dono deles.
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Procura-se o amor
Novela JuvenilSina nunca teve sorte em seus relacionamentos, era como se o azar estivesse sempe ao lado dela nesse quesito. Essa maré de azar dura desde o ensino Médio. Todas as suas amigas estão com pé no altar, enquanto ela não consegue ninguém. Entretanto no e...
