Dei um sorrisinho amarelo e senti o sangue subir para o rosto, estou mais vermelha que um pimentão, aposto. Como esse infeliz me achou? Não basta o mico da praia a sessão micaço continua.
- Você era bem maluca quando tinha quinze anos, mas não imaginei que agora com quase trinta tinha piorado. – Além de vir atrás de mim ainda quer me avaliar psicologicamente.
- Eu te conheço? – perguntei tentando disfarçar, talvez isso de certo.
- Escuta aqui garotinho, não sou maluca ok? O que aconteceu lá na praia não foi nada, te confundi com outra pessoa. – tentei apoiar o braço no balcão, mas acabei apoiando em falso e me desequilibrei, dando mais motivos ainda para perceber que meu desequilíbrio não é só emocional.
- Você disse meu nome.
- Existem vários Noah no mundo. – fiz barulho com a boca dizendo o quão banal aquilo era.
- Falou meu sobrenome também! – Argh! Falei mesmo.
- Pare de mentir Sina, como me achou? E o que está querendo?
- Eu é quem faço as perguntas, como você me achou? Estava me seguindo? – tentei virar o jogo a meu favor.
- Bailey me disse que você está hospedada aqui. – Bailey? Ai não, ele deve ter contado tudo a ele. Oh good que vergonha! Então ele é o tal Noah que estava me falando.
- Bailey? Como você o conhece?
- Somos amigos, ele me contou que você atropelou um animal no caminho e se conheceram...
- O que mais ele te disse? – segurei no colarinho dele temendo a resposta.
- O que ele poderia ter dito? – tentou me afastar, mas segurei mais forte a gola.
- Nada. – soltei rápido. – Ele não tem nada para contar. Nadinha. Necas de pitibirica.
- Da para explicar o que esta havendo? Beijou-me sem dizer nada e saiu gritando pela praia. – E cai na areia, comentei mentalmente.
- Eu... Er. – que falaria? Se eu contar a verdade ele vai rir de mim, mas se eu mentir não sei como conquistar ele. – Vim atrás de você. É isso, eu descobri que sou apaixonada por você.
Tenho uma ideia, se fingir que estou apaixonada por ele talvez consiga fazer o que Any disse.
- Está louca? – me olhou com estranheza e estou começando a acreditar que estou quem iria embarcar numa história dessas se não fosse louca?
- Estou louca por você. – tentei abraçá-lo para passar convicção, mas ele me afastou com os braços.
- Pode parar não vou acreditar nisso.
- Não acredite então, mas descobri depois que você sumiu. Sentia sua falta todo dia, falta do seu cheiro, jeito, sua maneira comigo. Ah Noah, como sofri. – entrei na personagem e fiz voz de choro e carinha de boa moça. Ele teria que acreditar.
- Você sempre me odiou como pode dizer agora que é apaixonada por mim? Faz dez anos que não nos vemos.
- Por isso mesmo sofri esses dez anos. – me agarrei no braço dele. – Por favor, só uma rapidinha. – fiz carinha fofa tentando convencer.
- O que? – caiu na gargalhada como se tivesse acabado de contar a melhor piada do ano. – Uma rapidinha? De onde você tira essas coisas Sina? Joalin não está te dando os remédios? – continuou rindo. Isso já foi o suficiente para ficar estressada.
- Quer saber é melhor ficar para sempre sozinha a ter uma rapidinha com você. – Sai andando rumo ao elevador.
- Desse jeito até parece que eu to te obrigando. – ainda veio atrás de mim? É brincadeira!
- E você esta me obrigando mesmo. Quer saber cansei dessa história vá para o raio que o parta. – o empurrei e chamei o elevador, e então vi o anúncio de que não estava funcionando. Havia me esquecido.
- Fala logo o que você quer. – continuou me seguindo rumo à escada. – Quase perdi minha namorada por sua culpa.
- Você vai conseguir outra. – comentei sarcástica, ficar nervosinho por isso é um exagero.
- Me beijou na frente de uma praia lotada e não vai me contar o porquê? Você está tramando alguma coisa, não mudou nadinha. Ainda com essa loucura de me odiar? Dessa vez eu não fiz nada.
-Eu não te odeio, mas por sua culpa eu não consigo arranjar um namorado. – parei de andar e ficamos frente a frente depois do primeiro lance de escada.
- Por minha culpa? E o que eu fiz?
- Eu já disse sou apaixonada por você Urrea, é sério, não consigo encontrar outro cara. Eu preciso de você. – soei mais sincera do que queria.
- Você não se prende a isso.
- Sinto muito Sina, mas eu realmente tenho namorada. – será que ele havia acreditado?
- Eu mudei. – realmente ele havia mudado muito, não usava mais o topete de mauricinho, suas roupas eram mais leves e seu jeito de falar mais acolhedor. Ele não era mais o mesmo e para piorar levava a sério seus relacionamentos. Como vou conseguir esse homem?
Fiquei tão fascinada olhando seus olhos, era a única coisa que ainda aparecia iguais, sempre brilhantes e grandes. Estávamos tão próximos que podia sentir nossas respirações se misturarem. Era viciante aquele rosto, não conseguia para de olhá-lo e ele também me encarava. O frio na barriga estava subindo para o estômago. Qual foi a ultima vez que senti isso? Nem consigo me lembrar, era como se fosse à primeira vez de novo.
Antes de terminar a frase voltei ao mundo real e como nenhuma cena fofa continua fofa comigo por muito tempo. Acabei me afastando e tropecei na escada descendo um lance de bunda.
- Sina...
- AAAAAAAAAAAAAAAH. – Será que só vou me machucar aqui? Ele veio até mim e estendeu a mão para me ajudar.
- Alguém já disse que você é azarada? – perguntou logo após me por em pé. Não estou sentindo a minha bunda, isso é normal?
- O tempo todo. – dei um sorrisinho amarelo. – Mas então não rola nem umazinha? Rapidinho, prometo. – ele gargalhou alto mais uma vez e desceu as escadas.
JESUS AMADO, EU TO PASSANDO MAL DE TANTA VERGONHA ALHEIA DA SINA.
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Procura-se o amor
Fiksi RemajaSina nunca teve sorte em seus relacionamentos, era como se o azar estivesse sempe ao lado dela nesse quesito. Essa maré de azar dura desde o ensino Médio. Todas as suas amigas estão com pé no altar, enquanto ela não consegue ninguém. Entretanto no e...
