Capítulo 37 - Intimidade

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N I N A

Acordei, e parecia ser cedo, olhei no meu celular: 8:12, ainda estava bem cedo. Tive o máximo de cuidado possível para não acordar o Ian e levantei. Mas óbvio que eu iria voltar a dormir, estava muito cedo, mas minha bexiga estava quase estourando.

Usei o banheiro, aproveitei para desembaraçar o cabelo e só dei uma lavada no rosto porque estava calor.
Até que estava enxugando o rosto e gritei levando um mega susto quando o Ian literalmente brotou atrás de mim:

- AI, meu Deus do Céu Ian, que susto.

- Calma amor, meu Deus do céu.

- Calma? Calma? Ai ai, como é que você me pede pra ter calma depois de literalmente brotar do nada atrás de mim que nem uma entidade?

- Primeiramente, bom dia, segundamente, eu sou uma entidade na sua vida, esqueceu? - Falou enquanto beijava minha nuca e meu pescoço por trás de mim.

- Bom dia bobão, e não, não esqueci, me conta outra novidade. - Virou o meu corpo me fazendo ficar encurralada contra a pia e obrigada a olhar-lhe nos olhos.

- Que você é adorável. - Levou os lábios novamente ao meu pescoço e deu um beijo. - E sexy. - Deu mais um. - E é caidinha por mim. Se bem que nada disso é novidade pra ninguém. - E mais um.

- Parece até que você gosta, já tá me cansando, NUNCA te disseram que você é MUITO convencido? Nunca? Nunquinha mesmo? Certeza?

- Amor, eu falo isso pra mim todo dia.

- Mas acho que você não se escuta.

-- É, talvez não. - Riu antes de levar seus lábios na direção dos meus e me dar um beijo de tirar o fôlego, o que eu apesar de gostar achei bem estranho considerando a hora da manhã. - Olha só, não ouvi você falando "Não tá muito cedo pra isso?" - Tentou imitar a minha voz.

- Amor, agora você me ofende. Isso não é nem semelhante a minha voz.

- " Isso não é nem semelhante a minha voz". - Tentou de novo e dessa vez se aproximou um pouquinho.

- Mô, não tenta mais.

- E se eu tentar isso aqui? - Ele me ergueu no ar pelas minha coxas, me sentou na pia e se posicionou entre as minhas pernas fazendo elas ficarem enlaçadas ao redor da sua cintura.
E comecei a beijá-lo da forma mais feroz possível.

Segurava firme em sua nuca, suas mãos apertavam e deslizavam pelas minhas coxas expostas. Sua língua ávida ia de encontro com a minha com destreza, isso só quando não beijava o meu pescoço de ponta a ponta. E nesse 'meio-tempo', só consegui juntar todas as forças que eu (ainda) tinha para pedir:

- Me leva logo pra cama pelo amor de Deus.

- Hmmm, deixa eu pensar... será que eu levo? Ou eu devo te torturar mais um pouquinho? O que será que eu faço? Te faço implorar um pouco? Dizer que me ama...? - Fingiu refletir.

- Olha, eu te amo, mas amo mais ainda quando tira a minha roupa.

- Não tem ninguém como você Nina Dobrev. - Deu um sorriso devasso antes de me erguer novamente no ar, e me carregou pelo quarto até a cama, costumeiramente sem parar o beijo nenhum minuto. Me jogou nela sem delicadeza, mas nem liguei, pois logo em seguida ele tirou a camisa que eu estava usando, era dele inclusive, com facilidade, com um simples puxão, quase rasgando-a:

- Seus objetivos de vida são muito óbvios.

- No momento meu único objetivo de vida é deixá-la louca de tesão. - E logo após dizer isso, deslizou a calcinha que eu estava usando pelas minhas pernas delicada e habilidosamente.

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