Por hora, parecia que os problemas de Megan, em relação aos telefonemas dirigidos às mulheres Lawrence, estavam resolvidos. Com a confissão de Michael de que Bruno conseguira o número da mansão dos Lawrence no Brasil, a culpa que recaia sobre ela, diante de Logan se dissipou. Não era muita coisa, mas pelo menos daria, em parte, para amenizar um pouco mais sua situação e, quem sabe, com esse novo fato, Logan não a ajudaria a derrubar aquele terrível mal-entendido que rondava sua cabeça.
— A propósito Melissa, seu pai está a sua espera.
Logan falou, lembrando-se do motivo que o trouxera a sala de Megan.— Obrigada, titio. — Disse Melissa.
Após despediu-se de todos, Melissa saiu apressada.
Michael ao vê-la deixar a sala de fisioterapia, saiu quase correndo para ver se a alcançava.— Melissa espere. — Michael pediu ansioso.
Não foi preciso Michael pedir duas vezes. Quando som da voz dele chegou aos ouvidos dela, Melissa parou e o espero ansiosamente.
— Quando nos veremos novamente? — Michael perguntou ansioso. — Eu passo o dia todo trancado neste hospital.
— Acrescentou entediado.— Quem sabe possamos ir ao cinema qualquer dia desses.
Melissa disse reforçando as esperanças de Michael.— Quando? — Michael perguntou ansioso.
— Espero sua ligação. — Ela disse, entregando-lhe o número de seu celular.
Michael entrou no quarto de Sophia pisando em nuvens e Bruno, intrigado com o ar abobado de seu filho, o questionou.
— Que cara é essa, Michael?
Diante do aparente transe de seu filho, ele falou estalando os dedos.— Hei, acorda rapaz!
De volta à realidade, Michael reclamou. — Deixe-me em paz... Égua, ninguém pode nem ficar sossegado num canto! — Acrescentou bravo com a intromissão de seu pai.
— Égua diz eu moleque! ... Você está no mundo da lua rapaz!
Bruno o recriminou intrigado com o comportamento de Michael. Ansioso para saber se ele tinha conseguido conversar com a fisioterapeuta, ele o questionou.
— Você conseguiu falar com a Dra. Megan?
— Sim. Ela não pode fazer nada enquanto a Dra. Danielly ou o neurologista não liberar a Sophia.
Michael respondeu para desagrado de Bruno.
Impaciente, ele disse. — Eu vou resolver esse problema agora mesmo. — Voltando sua atenção para Michael, acrescentou sério. — Vê se você para de sonhar acordado e cuida da tua irmã.
— Aonde o senhor vai? — Michael perguntou preocupado.
— Vou ter uma conversinha séria com a Dra. Danielly.
Bruno respondeu e saiu a seguir determinado a enfrentar mais uma vez a médica de Sophia. Ela não iria enrolá-lo mais. Ele não permitiria.
Com passadas largas, Bruno vencia a distância que o separava do consultório da Dra. Danielly Radcliff.
Minutos depois, ele estava frente a frente com a jovem médica.
— Retire-se agora de meu consultório. — Danielly ordenou exasperada.
— Não antes de eu falar tudo o que está atravessado em minha garganta.
Bruno falou determinado a não se deixar intimidar pelas ameaças de Danielly.
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Ciranda de Ilusões
General FictionHá uma velha ciranda cantada aos quatro ventos que ressoa o caminho do bem e do mal, como indicativo do caráter humano. Não importa exatamente a sua história, seus dramas e o contexto em que se insere, pois a dualidade entre o certo e o errado sempr...