Danielly foi informada do estado grave de Sophia e dirigiu-se apressada para a UTI.
Na sala de esperava, Danielly olhou de soslaio para Bruno, que anestesiado pela dor, não a viu entrar.
— Como a paciente estar doutor James? — Danielly questionou o neurologista.
— O estado dela é muito grave. Na atual condição dela, não podemos liberá-la para a viagem. Dá alta a essa criança nesse estado seria o mesmo que está assinando seu atestado de óbito. — Disse o neurologista.
— A menina vai morrer de todo jeito. Despacha logo ela para morrer no país dela.
Carl que acompanhou Danielly e Logan, até a UTI, falou indiferente ao estado de saúde da criança.
— Não Carl! Mesmo sabendo que provavelmente ela não passe dessa noite; é nossa obrigação dá assistência a paciente. Eu não quero que a morte dessa criança recaia sobre mim. Eu não vou carregar nos ombros a culpa pela omissão. — Danielly disse compadecida com o sofrimento estampado no rosto de Sophia.
Com cara de poucos amigos, Carl disse.
— A paciente é de vocês, façam o que acharem mais convenientes. — A propósito, quem pagará as despesas do hospital? A mamãe!
— Isso é o de menos, Carl. Nós não ficaremos nem mais ricos e nem mais pobres por conta dessa despesa. — Logan disse contrariando as palavras desumanas de seu cunhado.
Em concordância com seu esposo, Danielly assentiu com a cabeça. Movida por um estranho sentimento, Danielly tocou as faces lívidas de Sophia com a ponta dos dedos. O toque não durou mais que alguns segundos, no entanto, foi o suficiente para despertar em Danielly um instinto de proteção. Por alguma razão, até então inexplicável, ela sentiu que falhara com Sophia.
— Quem falará com o pai de Sophia?... Não me sinto em condições de encará-lo.
Tanto Logan quanto Carl associaram o estado de desolação de Danielly à discussão da manhã. Sem entender ao certo a extensão dos sentimentos de Danielly em relação a Bruno Ferrero, o neurologista se prontificou a conversar com ele. Tomada por um forte sentimento de perda, Danielly deixou a unidade de tratamento intensivo.
Aflita por querer saber notícias de seu filho, Megan pegou o telefone celular e discou o número de Melissa. Após identificar-se perguntou.
— Como estar meu filho, Melissa?
Do outro lado da linha, Melissa respondeu baixinho.
— Richard está bem, não precisa se preocupar. Estou atenta a tudo o que acontece aqui: Qualquer coisa fora do normal, você será a primeira, a saber. O titio pode ser perturbado, mas ele não é louco o suficiente para afastá-la de Richard.
— Gostaria tanto de acreditar nisso, mas tratando-se de seu tio, tudo se parece mais difícil.
— Acalme-se... Ele sabe muito bem o que está fazendo, e, principalmente, que Richard ainda é o único elo que a liga a ele. O titio a quer de qualquer jeito e usará Richard para tê-la de volta... Quer um conselho: finja que está levando sua vida normalmente. Quanto mais desesperada a senhora se mostrar mais titio a manterá afastada de Richard.
— Por mais que tente não consigo me afastar de meu filho. Como pode pedir isso Melissa.
— Confie em mim, Megan: Sei o que estou dizendo... Você não faz ideia da cara de satisfação de titio, ao observá-la se rastejando para eles. Tio Carl faz questão de manter as câmeras ligadas vinte e quatro horas para vê-la se humilhar: Nesse exato momento, por exemplo, ele a observa.
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Ciranda de Ilusões
Fiksi UmumHá uma velha ciranda cantada aos quatro ventos que ressoa o caminho do bem e do mal, como indicativo do caráter humano. Não importa exatamente a sua história, seus dramas e o contexto em que se insere, pois a dualidade entre o certo e o errado sempr...