— Por favor, Jeniffer, reconsidere. — Megan pediu sentindo-se culpada. — Danielly teve sua parcela de culpa ao jogar em cima de Melissa, os desaforos que deveriam ser para mim. — Acrescentou sem se importar com a opinião dos demais.
— O que esperar de uma irresponsável que foi capaz de levar uma adolescente para o seu setor de trabalho. — Danielly revidou agressiva.
— Você não acha Danielly, que foi injusta com Melissa ao humilhá-la na frente de todos já que o alvo era eu?
Em reprimenda ao cabo de guerra instaurada entre Danielly e Megan, o Sr. Lawrence ordenou áspero.
— Chega! Eu não quero mais ouvir nenhum murmurinho de vocês.
Depois da advertência do Sr. Lawrence, o jantar continuou num clima de desconforto.
Dayane Lawrence ouviu sua filha e sua nora se agredindo mutuamente preocupada. Já não existia entre Danielly e Megan uma cumplicidade que era própria delas. Em seu lugar, pairava o desconforto e a desconfiança. Dayane se questionava o que acontecera de tão grave para que a harmonia entre ambas rompesse. Até então, Danielly, lidava bem com o fato de Richard ser diferente. Agora, no entanto, Danielly dava mostras de querer repudiar a criança.
Se para Dayane, Richard, era a causa da desconfiança de sua filha, nada melhor para ela do que levantar a questão de seu ancestral moreno. Com esse pensamento se enraizando em sua mente, Dayane falou.
— Liguei para um parente distante em Paris e ela confirmou que meu avô era moreno.
— Desista mamãe: nada do que faça ou diga mudará o fato de Megan ter traído Carl. — Danielly falou abertamente sem se importar com os sentimentos de Megan ou com a presença de Carl.
— Minha querida, o fato de eu ter um ancestral moreno é prova o suficiente que Richard é filho de Carl. — Dayane falou esperançosa.
Diante da insistência de sua mãe em querer provar para todos que Richard era seu neto, Carl falou aparentemente calmo.
— Deixemos está história de lado mamãe: Os laços que me unem a Richard são bem maiores que os laços de sangue. Ele é meu filho e não será nenhum teste de DNA que mudará este fato.
Não mesmo, pois ele é seu filho Carl. Megan pensou tensa. Agora mais do que nunca ela tinha certeza que Carl usaria sua condição de pai para mantê-la presa a ele e ao seu amor doentio.
As poucas horas naquela mesa pareciam durar uma eternidade para Megan e ela fez sua refeição como um autômato. Sem se prender a nenhum prato que foi servido: de repente tudo para ela se tornou amargo; assim como sua vida. Ao término do jantar, aparentemente abalada, Megan pediu licença e se retirou apressada para o seu quarto: Até quando ela conseguiria fugir de seu marido, não sabia. Contudo, enquanto os Branden estivessem hospedados na mansão, ela estava temporariamente segura.
— Até quando pretende fugir de mim, meu amor.
Megan sentiu seus nervos tremerem quando a voz de Carl soou atrás dela. Lentamente ela virou-se e o encarou temerosa. Seus olhos atentos pousaram nas mãos de Carl, que balançava displicentemente a cópia da chave do quarto de Richard.
Carl aproximou-se do berço de Richard e o observou por segundos com os olhos semicerrados de ódio.
— O bastardo está usufruindo do conforto que deveria ser do meu filho se você não tivesse sido infiel sua vadia. - Carl falou encolerizado.
— Sai do quarto do meu filho, agora. Megan o expulsou entredentes.
— Quem você pensa que é sua vadia para me dar ordens? Eu entro neste quarto a hora que eu quiser. Seu filho é um intruso neste quarto assim como você. Não me custa nada bani-los desta casa. Portanto, trate de ser boazinha comigo se não quiser que eu despache o bastardinho para o raio que o parta.

VOCÊ ESTÁ LENDO
Ciranda de Ilusões
General FictionHá uma velha ciranda cantada aos quatro ventos que ressoa o caminho do bem e do mal, como indicativo do caráter humano. Não importa exatamente a sua história, seus dramas e o contexto em que se insere, pois a dualidade entre o certo e o errado sempr...