Capítulo 20

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Capítulo 20

Um encontro era algo estranho para Anni. Sua insegurança não ajudava muito nos namorinhos. Ela percebeu que ser mal tratada verbalmente pelos seus primos deu consequência psicologicamente.
" Você pode ser linda por fora, mas é horrível! Você é egoísta, Anni!"
Sua prima havia falado isso por causa de uma boneca idiota. E só foi aumentando.
Começou a se auto avaliar para saber se não estava sendo alguém horrível.

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Breno e eu fizemos o combinado, voltamos para casa e nos arrumamos. Ele foi o primeiro a terminar, está esperando no sofá da sala. A minha desculpa da minha demorar de arrumação é porque há caixas com coisas minhas em todas as partes, demorou um ano para conseguir achar meu perfume, pelo menos as roupas estão na minha mala.

Porém, no fundo é por dois motivos a demora... Pela conversa com Carlos e porque nunca tive um encontro...

Sobre Carlos é agoniante, eu quero correr até a mansão e saber tudo. Eu sei, é perigoso, Breno foi o único que não mentiu para mim, preciso confiar nele, esperar. Mesmo se Carlos achar que vou lá, é provável que ele pensaria que eu teria ido no momento que saísse do escritório dele. Se ele tentar algo, não vai saber quando vou ir no local. Até lá Breno e eu podemos montar um plano de ir lá.

Olho-me no espelho. Passo a mão na frente do vestido preto que uso. Caramba, Anni! Um encontro... É um encontro...
Você está bonita. Por dentro você é alguém normal, sua família confusa e desastrosa não te estragou por dentro. Você não é horrível como eles falaram, você é linda por dentro e por fora.

Olho a pulseira no meu braço. Você é uma borboleta. Só que suas asas estão por dentro e são muito coloridas.

Termino de calçar meu tênis e vou até Breno.

Ele levanta num pulo. Acho que é por causa da minha roupa, mas é outra coisa.

- Temos uma data já! Temos que ir embora no próximo sábado.

- Mas.. Caramba. - Achei que estava preparada para mudança, mas achei errado. Minha barriga gela.

- Hein, está se arrependendo? - Breno passa o braço pela minha cintura me puxando.

- Não. Claro que não, só levei choque. E...- Olho mais para Breno, ele tá diferente.

Usando uma camiseta social com primeiros três botões abertos, uma calça lisa e um tênis vermelho. Seu cabelo está mais ondulado.

- Hm. Você está bem arrumado. Bonito.

- Você está linda. Desculpa não falar antes, meu pai mandou a mensagem bem na hora. - Sorri.

- Obrigada. - Coro. Faz muito tempo que não fico vermelha.

- Hmm, estou lisonjeado, você corando. - Breno provoca. Olhos ele, seus olhos castanhos brilham.

- Ah, não vai se achando não, tá? - Cutuco sua barriga.

Rindo ele pega as chaves e saímos. Decidimos ir para um restaurante de massas. Ainda no carro, pergunta:

- Não sei... Tô te sentindo nervosa? - Breno pergunta do volante.

Sem olhar ele, mordo o lábio e cutuco a cutícula da minha unha.

- Eu não sei.. - Rio nervosa - Nunca tive isso.. um encontro.

- Bem, não precisa ficar assim, ainda sou eu, o Breno, o bêbado que estava com bafo de alho mais cedo.

Gargalho lembrando.

Olho para fora. Do nada começou um chuvisco. Lembro dos filmes, onde o casal se beija na chuva e o mocinho dá sua jaqueta para menina.

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