Scott Reboot
Enquanto os homens perdem sua humanidade, por medo de parecerem fracos ao demonstrarem seus sentimentos, um ciborgue recém formado como eu, faz o caminho inverso.
Depois de três anos de coma, acordei com algumas atualizações que inclui...
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Algumas horas antes...
Mais uma semana de trabalho se inicia, pego a agenda do senhor Reboot para me inteirar de todas as reuniões marcadas e logo escuto o "Ding!" das portas do elevado. Mari e eu nos levantamos para saudá-lo.
- Bom dia senhor Reboot! -Dizemos em uníssono
No final da frase percebo um lindo Scott de terno preto, ao lado do senhor Reboot. Não se atrevam a me deixar na mão pernas, pois a beleza de Scott me atinge como uma rasteira. Percebo o quanto sou dura na queda, mas ao olhar seus lindos olhos azuis, combinado com o tom brincalhão de seu questionamento, estremeço mais uma vez. Hoje será em dia de terremotos e abalos sísmicos para meu corpo.
- E o meu bom dia cadê? -Diz Scott.
Mari responde com um "Bom dia, senhor Scott!" e eu falho uma batida no meu ritmo e no meu coração, mas mesmo assim me recupero e o saúdo também. Me sinto incomodada com sua presença ali, pois sei que não há distância segura para o meu coração no momento, e me odeio por isso.
Ambos se direcionam a sala do senhor Reboot e quando a porta se fecha, me jogo na cadeira desconsolada, chamando a atenção de Mari. Logo ela me questiona.
- Ainda não superou sua queda por ele, mesmo depois do seu convite indecente?
Fecho a cara me lembrando do incidente e agradeço por Mari me lembra como ele é. Por fim respondo sua pergunta.
- Não tenho queda nenhuma por ele!
Falo, mas, nem minhas próprias palavras mentirosas acreditam nisso.
- Sua cara me diz algo bem diferente - retruca Mari aos risos.
Me ponho a trabalhar ignorando uma Mari sorridente ao meu lado. Mesmo a uma porta de distância, a proximidade entre nós me incomoda. Hoje o dia vai ser longo!
...
A porta do escritório se abre e meu corpo sabe que é ele, sinto seu olhar em mim, sem nem ao menos desviar meus olhos da agenda a minha frente, que por acaso, está na mesma página a manhã inteira. Não consigo assimilar nada e ao ouvir sua voz, fico com mais raiva ainda.
- Será que a senhorita Helena poderia me conduzir ao setor de produção, por favor? -Diz Scott polida e educadamente a Mari.
Já eu não consigo controlar minha reação e digo.
- Isso fica no 11° andar, será que você corre o risco de si perder dentro do elevador?