35 ➳ Curiosidade

1.9K 229 193
                                        

Sinceramente,

Me desculpem por um capítulo desses.

Me faz ver que eu só escrevo ainda porque vocês lêem, e já tenho até o capítulo 42 nos rascunhos, seria um disperdício de tempo parar agora.
Decidi ir postando, aos poucos, talvez ansiosa para o fim que já está planejado...
E vocês?

















- Qualquer coisa que você precisar, pode me ligar, há qualquer horário, Hokage-sama, onegai, não se retraia.

Kakashi agradece gentilmente a hospitalidade e atenção do médico-psiquiatra para com ele, e com sua mulher.

Toda Konoha já entendia que era um momento delicado, mesmo que ninguém soubesse de fato o que estava acontecendo entre o Sexto e sua família.

Durante os últimos seis dias, ele vinha vê-la e se remoía para abraçá-la, beijá-la, levá-la de volta para casa. Agora pode.

No segundo dia das visitas relâmpagos de Kakashi, Kalmia já não aguentava mais. Insistia dizendo que estava completamente bem - mesmo que ela não tivesse muita noção do que de fato havia feito -, depois enquanto ele explicava alguma coisa sobre o funcionamento do seu cérebro no pós-parto, - por ter ouvido psicólogos e obstretas por dias seguidos -, Kalmia simplesmente o beijou.

- Eu estou morrendo de saudade - ela disse, toda corada e quente, os olhos fixados nos dele. - Você está tão bonito...

- Kalmia... - ele repreende como se estivesse aliviado em tê-la de volta, beijando os cantinhos de seus lábios, tremeu quando a ouviu dizer:

- Não vejo a hora de estarmos outra vez em casa, só nós dois... - sorri, ocasionando um nó indigerível na garganta dele.

Kakashi já não sabia como estava trabalhando o cérebro dela, isso o estava matando.

- Só nós? - ele pergunta, fechando os olhos pra sua amnésia que persistia em resistir, ignorar e excluir o filho.

- Mas e se na verdade ela não o está ignorando, e sim acha que concluiu o trabalho de matá-lo, levando em consideração que ela pudesse estar consciente? - Kakashi pergunta ao conversar com o psiquiatra, usando muito de si para ser racional, imparcial e tentar julgar aquilo com modéstia.

- Sim, nós levamos em consideração - o psiquiatra diz, mostrando pra ele o resultado de alguns exames e sessões terapeuticas com Kalmia ao longo do dia. - Ela poderia estar dissimulando, e mesmo assim isso seria por causa da depressão, mas não é o caso, eu descrevi a cena para ela, Rokudaime-sama, ela não lembra. Ainda queremos saber porque seu cerébro decidiu esquecer isso...

Por isso, foi preciso mais três dias ali.

Objetivamente, nada foi descoberto. Kalmia ainda ficaria sob medicação e observação médica, mas depois de setenta e duas horas aparentemente consciente - sem contar o lapso de angústia que a fez mandar Kakashi embora de sua vida pra sempre -, e depois disso, no quarto ou quintp dia que Kalmia o atacou - ela melhorou.

- Bom dia, senhorita Watanabe - sua psicóloga cumprimenta, invadindo o quarto junto com os raios de sol. - Olha quem está aqui - Kalmia sorri ao ver o homem entrar no quarto, com as mãos nos bolsos.

- Seu quadro está muito bom, querida! Ele veio buscá-la - Kalmia sorri, abertamente.

Ela se ergue da cama já desfeita, com a bolsa pronta e os cabelos perfeitamente penteados, escorridos por toda a extensão das costas, alcançando e ultrapassando o quadril largo, vestido de calças jeans.

GRITE - Hatake KakashiHistórias para pegar e não largar. Descubra agora