- Sabe, Kakashi - o ninja olha para baixo, ouvindo seu amigo. - Agora que você está aposentado, devia dar mais valor às competições, devia levá-las mais a sério.
Kakashi ri, balançando a cabeça negativamente em direção a Maito Gai.
- Eu não quero ser o cara que ganha de um velhote em uma cadeira de rodas, Gai.
- Como se isso me impedisse de acabar com você na flor da minha juventude, Kakashi.
- Are, are, guarde suas forças, velho - Kakashi põe as mãos nos bolsos, indo para longe. - Eu volto para derrotá-lo.
- Onde vai, Kakashi do Sharingan? - Gai debocha, curioso pela pressa do homem que nunca está com pressa.
Kakashi tira o relógio do bolso, abrindo o guarda-chuva antes de descer a varanda.
- Preciso verificar algo - vendo que já se passam das quatro da tarde, e ela não apareceu nem para repôr as flores exportadas para a loja da Yamanka, Kakashi acho estranho.
Caminha debaixo da chuva, de cenho franzido e a mão esquerda no bolso, enrolando os dedos enluvados na correntinha do relógio que era de seu pai.
Depois de quase vinte minutos de caminhada pelas ruas ensopadas de Konoha, Kakashi fecha o guarda-chuva na varanda da casa dela, em frente a Academia de Polícia. A má sensação nem o deixa perceber que estava sendo observado, pela segunda vez em poucos dias, adentrar a casa da nova vizinha.
- Watanabe Kalmia? - ele bate na porta, percebendo-a aberta, mas mesmo assim espera que ela o responda para entrar em sua casa.
Kalmi não responde e isso o faz franzir o cenho, olhar em volta da tempestade que se formava. Não havia ninguém na rua. Na entrada da casa de chão amadeirado limpo e brilhoso, Kakashi vê um bolo de roupas molhadas, junto com seus sapatos e meias ensopadas. Claramente, ela havia tomado um bom banho de chuva.
A sala estava vazia, cortinas fechadas, tudo intacto, organizado. Lhe joga para o quarto, onde ela poderia estar.
Kakashi dá três toques de dedos cruzados na porta e não é respondido. Depois ele abre sua maçaneta, descalço, olha para os cantos do quarto assim que tem visão do lugar. Não havia ninguém estranho.
Kakashi leva a mão ao rosto e tira sua máscara, a cicatriz já estava exposta. Um emaranhado de cobertas fofas engoliam todo o corpo pequeno da mulher que, encolhida, dormia profundamente.
Mesmo com a cena, ele não fica menos perturbado. Ele poderia ir embora, mas por que ela dormiria com a porta da casa aberta? Numa chuvarada dessas? Não é muito comum. Kakashi decide se aproximar, puxar minimamente as cobertas do rosto dela que parecia ter sido pintada de vermelho. O rosto deixava claro que ela não estava nada bem.
Kakashi tira as luvas e toca a testa dela, queimando em febre. Kakashi respira pesadamente, olhando para o criado-mudo ao lado de sua cama, repleto de tubinhos medicinais e inúmeras seringas empacotadas por ali.
Vendo-a transpirar e respirar com dificuldade, Kakashi leva todas as suas cobertas para longe, vê suas pernas avermelhadas, completamente arranjadas, como se a mesma as quisesse dilacerar. Ele volta seu olhar para o rosto, os cabelos pretos e pesados todos jogados para o travesseiro ao lado, cobriam todo o lado esquerdo da cama, suas pontas caiam pelas beiradas do lençol.
- Kalmia? - Kakashi a chama, pensando em alguma maneira de ajudá-la. Ela só lhe devolve um resmungo baixinho, chato. - Por que você não me disse que estava doente?
- Sim... - ela sussurra. - Boa noite... - Kakashi torce o lábio e vai até o banheiro da casa, lava suas mãos, procura por alguma toalha extra e se dá a liberdade de na cozinha, encher uma pequena vasilha com água morna.
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GRITE - Hatake Kakashi
Fiksi Penggemar#1 lugar em Kakashi - 09/08/2020; #1 lugar em Naruto - 28/11/2020; Kalmia, com um nome tão peculiar, mas uma história muito comum e monótona. Tentando recomeçar sua vida que havia acabado antes mesmo de estourar a Quarta Guerra Ninja, se muda para K...
