Toc Toc

3.8K 530 145
                                        

Música do Capítulo = Superheroes.

Ao chegarem na casa de Gizelly, a mais velha fez de tudo para distrair a atriz. Colocou diversos filmes na televisão, mas nenhum foi concluído, ofereceu comida, mas ela negou, e foi assim que Rafaella acabou dormindo na sala de TV de sua mansão. Ela estava exausta e sem forças para nada depois da noite cansativa que teve, sua energia havia sido sugada pela surpresa da notícia e aquilo a abalou.

 

A chefe até pensou em acordá-la, para que ela pudesse dormir no quarto, onde era mais confortável, mas acabou não fazendo. A mineira parecia tão relaxada e em paz enquanto dormia, completamente ao contrário de quando haviam chegado ali, e não quis arriscar atrapalhá-la. Foi até seu quarto e buscou travesseiros e cobertas para as duas, pois não queria deixá-la sozinha aquela noite, e se aconchegou no sofá, não muito longe da mais nova. 

 

Acabara de fechar os olhos para tentar dormir, quando ouviu um som já familiar vindo do braço oposto do gigantesco sofá. Cogitou apenas ignorar e deixar cair na caixa postal, mas a possibilidade de ser a mãe de Rafaella fez com que ela levantasse e fosse até o aparelho. Ao ver o nome brilhando na tela, agradeceu por ter reagido, sabia que talvez Rafa brigasse com ela no dia seguinte, mas apenas acalmaria sua mãe, sem revelar detalhe algum sobre a reação da mais nova. 

 

- Alô? Quem é? - A senhora não pareceu perceber que a voz não era de sua filha e simplesmente desatou a fazer perguntas, em uma velocidade de fala que Gizelly só tinha visto nela própria. 

 

- RAFA, MINHA FILHA! Você quase me mata de susto, garota. Sumir desse jeito depois do que eu contei para você me preocupou, não faça mais isso! Já estava quase convencendo Tato a comprar uma passagem para o Rio de Janeiro só para conferir se você tava bem. A pobrezinha da Dani tamb... - A chefe percebeu que a mais velha não pararia com o discurso tão cedo, por isso resolveu interromper.

 

- Ãn, senhora... Não é a Rafa - A mulher, antes tagarela, foi tomada pelo silêncio após perceber que não falava com sua filha. Demorou alguns segundos até o pânico preenchê-la e entender o que o fato de uma outra pessoa atender o telefone de sua caçula implicava. Milhões de tragédias começaram a passar por sua mente; envolviam automóveis, janelas grandes demais e consumo excessivo de bebida alcoólica. Lágrimas apareceram no canto de seus olhos como resultado de suas conclusões.

 

- Ela está...? - Teve medo de concluir a pergunta, e agradeceu aos céus quando a jovem desconhecida no outro lado da linha entendeu sem que uma vocalização fosse necessária. 

 

- NÃO! A Rafa está bem, senhora. Está dormindo serenamente - Tranquilizou-a rapidamente, querendo cessar qualquer preocupação que a mineira pudesse ter, sabia que mães frequentemente ficavam em cólicas por falta de notícias dos filhos. Só quis fazer um favor à mulher.

 

- Ah, graças a Deus! - Gizelly não sabia muito mais o que falar, já havia dado a informação que pretendia ao atender o telefone e temia que Rafaella ficasse irritada caso ela falasse algo a mais. 

 

- É, ela tá bem. Amanhã eu peç... -Ia desligar, mas foi interrompida por Genilda que, curiosa para saber algo a mais sobre a vida da filha no Rio de Janeiro, insistiu. 

 

- Ah, me desculpa! Que falta de educação a minha. Você deve ser a Manu, certo? - Era a única amiga sobre a qual Rafaella havia lhe comentado, então foi o único nome que pôde chutar.

No Words - GirafaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora