Lua...
Enfim cheguei ao meu paraíso!
A PRAIA!
Aqui eu me sinto bem pra caralho.
Aqui não importa quem eu sou, o que eu faço, bosta nenhuma.
Estacionei o carro e fui caminhando pela areia em direção ao lugar mais afastado da praia. Me sentei no alto da pedra mais alta que tinha ali e peguei a minha arma que tava na cintura, destravando ela em seguida.
Eu não aguentava mais a minha vida, nunca consegui superar tudo aquilo que eu passei.
Pra mim essa vida não tinha mais sentido.
Apontei a arma pra minha cabeça e fechei os olhos enquanto as lágrimas desciam pelo meu rosto. Quando eu ia apertar o gatilho, escutei uma choro de criança. Travei a arma de novo, coloquei ela na cintura e fui em direção ao choro vendo um menininho de uns 5 anos chorando ali.
Eu: Ei! O que houve? Por que você tá chorando?
Xx: Eu não sei cadê a minha mamãe. Eu disse que ia brincar um pouquinho na água e quando eu vi todo mundo já tinha sumido.
Eu: Como é o seu nome?
Xx: É Arthur tia.
Eu: Arthur eu sou a Lua. Agora vamos que eu vou te ajudar a achar a sua mãe.
Peguei na mão dele e fomos caminhando em direção há algumas pessoas que tinha na areia.
Quando estavamos chegando perto de um quiosque pra tomar água eu escutei um grito.
Xx: Arthuuuurrrrr!
Olhei pra trás e vi uma loirinha correndo na nossa direção.
Não soltei a mão do Arthur, porque vai que né.
Quando ela chegou perto da gente, ela agarrou o Arthur no colo e começou a encher ele de beijos que ria.
Arthur: Tá bom mamãe. Já chega.
Xx: Nunca mais na sua vida, saía de perto de mim, tá me ouvindo?
Arthur: Tá bom mamãe!
Xx: Muito obrigado!
Eu: Eu que tenho que agradecer.
Ela me olhou de um jeito estranho, querendo saber porque eu estava agradecendo.
Eu: Eu estava quase cometendo uma loucura quando eu ouvi ele chorando.
Xx: Mesmo assim muito obrigado!
Eu: Não tente mais brincar sozinho na água gatinho! É perigoso.
Arthur: Tá bom tia.
Dei tchau pra eles e voltei pro mesmo lugar que estava antes do Arthur começar a chorar.
Fiquei olhando o mar por alguns segundos até voltar a chorar de novo. Peguei meu celular e liguei pra minha mãe.
Sofia: Alô!
Eu: Eu preciso de vocês.
Sofia: O que foi?
Eu: Vem aqui mãe, por favor.
Eu dei um soluço.
Sofia: Aonde você tá?
Eu: Na praia. Na pedra mais alta, num canto afastado. Eu tava com a arma na mão. Quase atirei na minha própria cabeça...
Sofia: Eu não acredito nisso!
Eu: Me desculpa mãe? Por favor. Eu sou uma filha horrível!
VOCÊ ESTÁ LENDO
A Mafiosa e o Dono do Morro
Teen FictionLua era uma menina inocente, culpada pelo pai e pelo irmão pela morte de sua mãe. Depois de ir embora pro Canadá, sua vida mudou completamente. Grego foi abandonado pelos seus pais muito pequeno, desde então começou a cuidar dele e de sua irmã mais...
