• Capítulo 14 •

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Lua...

Enfim cheguei ao meu paraíso! 

A PRAIA!

Aqui eu me sinto bem pra caralho.

Aqui não importa quem eu sou, o que eu faço, bosta nenhuma.

Estacionei o carro e fui caminhando pela areia em direção ao lugar mais afastado da praia. Me sentei no alto da pedra mais alta que tinha ali e peguei a minha arma que tava na cintura, destravando ela em seguida.

Eu não aguentava mais a minha vida, nunca consegui superar tudo aquilo que eu passei.

Pra mim essa vida não tinha mais sentido.

Apontei a arma pra minha cabeça e fechei os olhos enquanto as lágrimas desciam pelo meu rosto. Quando eu ia apertar o gatilho, escutei uma choro de criança. Travei a arma de novo, coloquei ela na cintura e fui em direção ao choro vendo um menininho de uns 5 anos chorando ali.

Eu: Ei! O que houve? Por que você tá chorando?

Xx: Eu não sei cadê a minha mamãe. Eu disse que ia brincar um pouquinho na água e quando eu vi todo mundo já tinha sumido.

Eu: Como é o seu nome?

Xx: É Arthur tia.

Eu: Arthur eu sou a Lua. Agora vamos que eu vou te ajudar a achar a sua mãe.

Peguei na mão dele e fomos caminhando em direção há algumas pessoas que tinha na areia.

Quando estavamos chegando perto de um quiosque pra tomar água eu escutei um grito.

Xx: Arthuuuurrrrr!

Olhei pra trás e vi uma loirinha correndo na nossa direção.

Não soltei a mão do Arthur, porque vai que né.

Quando ela chegou perto da gente, ela agarrou o Arthur no colo e começou a encher ele de beijos que ria.

Arthur: Tá bom mamãe. Já chega.

Xx: Nunca mais na sua vida, saía de perto de mim, tá me ouvindo?

Arthur: Tá bom mamãe! 

Xx: Muito obrigado!

Eu: Eu que tenho que agradecer.

Ela me olhou de um jeito estranho, querendo saber porque eu estava agradecendo.

Eu: Eu estava quase cometendo uma loucura quando eu ouvi ele chorando.

Xx: Mesmo assim muito obrigado!

Eu: Não tente mais brincar sozinho na água gatinho! É perigoso.

Arthur: Tá bom tia.

Dei tchau pra eles e voltei pro mesmo lugar que estava antes do Arthur começar a chorar.

Fiquei olhando o mar por alguns segundos até voltar a chorar de novo. Peguei meu celular e liguei pra minha mãe.

Sofia: Alô!

Eu: Eu preciso de vocês.

Sofia: O que foi?

Eu: Vem aqui mãe, por favor.

Eu dei um soluço.

Sofia: Aonde você tá?

Eu: Na praia. Na pedra mais alta, num canto afastado. Eu tava com a arma na mão. Quase atirei na minha própria cabeça...

Sofia: Eu não acredito nisso!

Eu: Me desculpa mãe? Por favor. Eu sou uma filha horrível!

A Mafiosa e o Dono do MorroHistórias para pegar e não largar. Descubra agora