• Capítulo 56 •

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Mariana...

Sabe quando você sente, que o mundo tá desabando em cima da sua cabeça e tu não pode fazer nada pra impedir?

É como eu tô me sentindo agora.

Eu acabei de escutar da boca do meu irmão, que os meus pais, sempre estiveram vivos e nunca se quer, quiseram saber da gente.

Eu passei a minha vida inteira, achando que eles tinham morrido em um acidente de carro e eu e o Matheus só sobrevivemos, por causa do cinto de segurança e da cadeirinha que eu usava.

Eu nunca imaginei na minha vida, que meus pais na verdade me abandonaram, por que eram muito novos pra cuidar de filhos.

Olho pro casal na minha frente, que eu não sei o nome e sinto meus olhos ficarem embaçados pelas lágrimas.

Sinto braços me abraçarem e uma cabeleira preta, tomar conta da minha visão.

Abracei minha melhor amiga com toda a força que eu tenho e me permiti chorar.

Lua: Vai ficar tudo bem Mari. E se não ficar, eu dou um jeito.

Me afastei dela, olhando nos seus olhos.

Ela esticou a mão e secou minhas lágrimas.

Lua: Nunca na sua vida, chore por quem não vale a pena.

Assenti e me virei pra eles.

O Matheus e o meu pai olhavam pra mim, com cara de quem pedia desculpas por ter mentido.

Me afastei da Lua e fui me aproximando deles.

Olhei na cara da mulher e depois deixei meu olhar fixo no homem na frente do Matheus.

Eu: Pai.

O homem deu um sorriso e um passo a frente, pra chegar mais perto de mim.

Matheus me deu um olhar de indignado e meu pai ficou com uma cara triste na hora, enquanto o casal na minha frente deu um sorriso.

Eu: Você pode por favor ajudar a minha cunhada a dar um jeito nessas pessoas? Eles não estão muito bem da cabeça.

O sorriso deles morreu na hora e novos nasceram nos rostos do meu irmão e do meu pai.

Matador: Ajudo sim, minha princesa.

Olhei pra mulher na minha frente.

Eu: Eu tenho pena, de seres como vocês dois.

Lua: Pode deixar que eu ajudo sim, viu Mariana?! Ninguém pediu minha ajuda e já tão me mandando fazer as coisas, como se eu fosse empregada. Ódio disso.

Dei risada, sendo acompanhada pelo Matheus e pelo meu Pai.

Xx: Como você pode fazer isso com a gente? Somos seus pais!

Neguei com a cabeça.

Eu: Pra mim, vocês dois não passam de desconhecidos.

Puxei o Matheus pela mão, vendo a Lua agarrar a mulher pelos cabelos e o meu pai dar um soco no homem fazendo ele cair no chão.

Peguei na mão do meu pai também quando ele se afastou do homem.

Eu: Esses dois aqui é que são meus pais. Eles que sempre cuidaram de mim, independente da situação.

Me afastei, caminhando em direção a porta de entrada pra sair de perto deles.

Lua: Afinal de contas, qual é o nome de vocês que eu ainda não sei?

A Mafiosa e o Dono do MorroHistórias para pegar e não largar. Descubra agora