Lua...
Depois de contar tudo o que aconteceu pra ele, eu vi que alguém iria levar um coro e tenho quase certeza que é um dos meninos, que se encontram lá em baixo, eu acho que eles ainda estão lá em baixo.
Eu: Que cara é essa? Em?
Grego: Eu vou matar aquele, filho da puta!
Eu: Não vai nada! Eu já dei uma boa surra, em todos eles.
Grego: Eu tenho que concordar, foi uma bela de uma surra.
Dei uma risada.
Grego: É verdade!
Eu: Matheus, por favor! Eu preciso que você cuide de mim, não que você resolva bater mais neles.
Grego: Tá bom. Mas isso não vai ficar assim. De jeito nenhum.
Assenti com a cabeça e ouvi meu celular começar a tocar.
Ele pegou o meu celular em cima do criado mudo e me entregou pra mim atender.
Eu: Alô!
Xx: Fala aí, melhor Patroa do mundo!
Eu: Qual foi Pistola?
Pistola: Precisava falar com a Patroa sobre o carregamento.
Eu: O que tem o carregamento?
Pistola: Tem alguma coisa errada aqui, com a parada do carregamento.
Eu: Dá pra resolver isso amanhã?
Pistola: A hora que a Patroa quiser.
Eu: Belê! Amanhã então vou pedir pro meu pai resolver isso aí contigo. Fecho?
Pistola: Fecho Patroa.
Eu: Boa noite Pistola!
Pistola: Boa noite Patroa!
Entreguei o celular pro Matheus que colocou ele no mesmo lugar de antes.
Grego: O que que foi morena?
Eu: O Pistola, falou que tem problema com o carregamento do Jacarézinho.
Grego: Que tipo de problema morena?
Eu: Não sei moreno. Vou pedir pro meu pai resolver isso pra mim, amanhã.
Grego: O que você vai fazer amanhã, em?
Eu: Não sei! Mas eu tô pensando sériamente em sair aqui de casa. - Ele olhou pra mim meio assim. - É, sei lá. Eu tava querendo tá um tempo dos guri sabe? - Ele mexeu a cabeça concordando. - Ainda não sei. Tem as meninas também.
Grego: Morena, eu vou te apoiar, independentemente da sua escolha.
Eu: Eu sei. Só que ainda tô pensando. Não quero me precipitar.
Grego: Tá certa morena. Mas tu também tem que pensar em tu. Se tu não tá com vontade de ficar nessa casa, tu sai. Pode ir lá pra casa também, vou adorar a tua companhia.
Eu: Quem sabe moreno.
Ficamos alguns segundos em silêncio, até eu lembrar que não comemos a pizza que meu pai comprou.
Eu: Vamos comer a pizza?
Grego: Vamo.
Me levantei do colo dele, me endireitando pra comer a pizza.
Depois que a gente comeu e bebeu a coca, descidi descer pra falar com o meu pai sobre o bagulho do carregamento do Jacarézinho.
Eu: Vou lá em baixo procurar meu pai, tá?
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A Mafiosa e o Dono do Morro
Ficção AdolescenteLua era uma menina inocente, culpada pelo pai e pelo irmão pela morte de sua mãe. Depois de ir embora pro Canadá, sua vida mudou completamente. Grego foi abandonado pelos seus pais muito pequeno, desde então começou a cuidar dele e de sua irmã mais...
