Depois de misteriosamente os mortos voltarem a vida, o mundo se torna um caos, fazendo a vida de uma garotinha e sua família ficar de ponta cabeça.
Tudo o que ela queria era uma salvação ou qualquer pontinha de esperança, e ela chega.
- Muito bem garoto, me leve para conhecer o lugar!
O levei para a minha casa e ele foi ao meu quarto, tirou seus sapatos e deixou o carpete fazer "carinho" em seus pés, em seguida foi até a cozinha e observou a água sair da torneira, depois foi novamente ao meu quarto e brincou com o meu "acerte ao alvo" e eu só o observava sem nenhuma reação.
- E essa porta aqui?
- Ah é só o aquecedor de ar.
- Ah fala sério garoto. - Ele abriu a porta e deu um sorriso gigantesco ao ver Judith no berço. - Ooouh papai.
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Ele me entrega a Lucille e chega mais perto de minha irmã.
- Olha só esse anjinho. - Negan a pega no colo e a safada não reclama nem um pouco.
(...)
- Ah mas que garotinha preciosa! - Estávamos nós quatro sentados na varanda.
- E aí vizinho.
- Porque não vem me visitar depois, podemos fazer um churras. - Responde Negan. - Eu gosto daqui! Uhum. E talvez eu tenha que ficar aqui, sabe eu estava pensando no que você disse antes Carl. E talvez seja uma estupidez manter você e seu pai vivos. - Layla pega em minha mão e a aperta forte. - Eu estou me esforçando muito. Talvez eu deva só enterrar vocês naquele canteiro de flores. E aí eu poderia me acomodar no subúrbio. O que você acha disso? - Pergunta para a Judith mudando a voz e em seguida dando um beijo em seu nariz.
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Assim que voltamos para dentro da minha casa, Negan foi até ao banheiro e fez sua barba na cara de pau. Depois foi até a cozinha e começou a cozinhar.
- Nossa que cheiro bom. Hmmmm. Quer provar? - Faço uma feição raivosa enquanto esticava a massa dos pãezinhos na mesa. Não acredito que ele fez eu e Layla o ajudar na cozinha.
- Você fica fofo de avental. - Elogia a garota enquanto secava suas mãos. - E seu rosto está cheio de farinha.
Ela sorri junto comigo e pega um pano, o passando em meu rosto para limpar a sujeira.
- Posso te dar um beijo? - Sussurro. Lay olha para o seu pai que estava de costas e me da um selinho rápido.
Tara
Eu estava caminhando a procura de Oli para entregar seu pedido quando a vejo chorando na varanda de Rick, vou até ela e vejo o motivo. Negan estava lá, junto de Lay, Judith e Carl.
- Aqui tá a merda da limonada. Eu tinha na minha cozinha. A Denise conseguiu. - A mulher passa a mão no meu rosto e agradece. - Olha, vai pra casa, deixa que eu assumo.
- Não. - Responde ajeitando a postura. - Eu tô bem. Falei pro Rick que ia cuidar da Judith, eu vou fazer isso. É melhor você ir, a gente vai comer. - Ela entra na casa e fecha a porta.
Carl
Eu e Lay arrumamos a mesa enquanto Olívia ficava com Judith e o malandro do Negan ficava sentado. O mesmo sorri pra mim e eu reviro o olho.
- Não não não. Vamos precisar de outro prato. - Respiro fundo para me acalmar e vou até o armário pegar outro prato.
Sentamos na mesa e ficamos em silêncio.
- Eu não vou esperar pelo teu pai. Eu não sei onde ele tá mas a Lucille - Ele pega o taco e o coloca na cadeira. - está com fome, Carl, passe os pães. Por favor. - Faço o que ele pediu.
Lay se levanta e olha para a janela deixando um sorriso escapar, porém volta para a mesa e fica de cabeça baixa.
- O que foi? - Pergunta seu pai.
- Nada. - Ela olha para mim e eu faço leitura labial. Rosita, Eugene e Spencer haviam chegado.
Odeio admitir, mas o macarrão que o Negan fez estava gostoso. Depois que comemos, colocamos as coisas na pia e o homem ficou sentado no sofá.
- Layla.
- Hum.
- A gente pode conversar depois? Quando seu pai for embora?
- Claro.
Fomos até a janela da sala assim que ouvimos o portão ser aberto. Sem dúvida, meu pai chegou. Ele desceu do caminhão branco que estava sendo dirigido por Aaron, que continuava ali sentado atrás do volante apenas observando a merda que vai acontecer agora.
- Onde ele está? - Pergunta um Rick raivoso enquanto caminha para dentro de seus muros.
- Haa o Negan?! Tá na sua casa bundão. Esperando você.
Narradora
- Carl, e agora?!
- Relaxa, não vai acontecer nada.
Bem Carl, desculpe te decepcionar, mas alguém terá que morrer hoje. Sabe disso melhor do que qualquer um.
Negan estava na varanda, bebendo com Spencer na maior tranquilidade do mundo, conversando sobre Rick, sobre a liderança que o homem tem em Alexandria, sobre como Spencer achava que seria um líder muito melhor que o famoso Rick Grimes.
Spencer era um bom manipulador, mas não tão bom quando o pai de Layla. Aquele homem, aquele homem era a mentira em pessoa, o mal em carne e osso. Ele finge estar numa boa, finge estar contente ao seu lado e contente com a sua companhia. Porém, quando você relaxa, ele te pega e te mostra sua verdadeira face.
- Sabe o que está faltando? Uma mesa de bilhar, ah, como eu queria uma mesa de bilhar agora.
- Bem, naquela casa ali, - Aponta Spencer para a garagem de uma das moradias de Alexandria. - tem uma se você quiser.