Capítulo 14

469 49 3
                                        

ᴏɴᴇ ᴍᴏʀᴇ ᴋɪss ᴄᴏᴜʟᴅ ʙᴇ ᴛʜᴇ ʙᴇsᴛ ᴛʜɪɴɢ ᴏɴᴇ ᴍᴏʀᴇ ʟɪᴇ ᴄᴏᴜʟᴅ ʙᴇ ᴛʜᴇ ᴡᴏʀsᴛ ᴀɴᴅ ᴀʟʟ ᴛʜᴇsᴇ ᴛʜᴏᴜɢʜᴛs ᴀʀᴇ ɴᴇᴠᴇʀ ʀᴇsᴛɪɴɢ ᴀɴᴅ ʏᴏᴜ’ʀᴇ ɴᴏᴛ sᴏᴍᴇᴛʜɪɴɢ ɪ ᴅᴇsᴇʀᴠᴇ ɪɴ ᴍʏ ʜᴇᴀᴅ ᴛʜᴇʀᴇ’s ᴏɴʟʏ ʏᴏᴜ ɴᴏᴡ ᴛʜɪs ᴡᴏʀʟᴅ ғᴀʟʟs ᴏɴ ᴍᴇ ɪɴ ᴛʜɪs ᴡᴏʀʟᴅ ᴛʜᴇʀᴇ’s ʀᴇᴀʟ ᴀɴᴅ ᴍᴀᴋᴇ ʙᴇʟɪᴇᴠᴇ ᴛʜ...

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

ᴏɴᴇ ᴍᴏʀᴇ ᴋɪss ᴄᴏᴜʟᴅ ʙᴇ ᴛʜᴇ ʙᴇsᴛ ᴛʜɪɴɢ ᴏɴᴇ ᴍᴏʀᴇ ʟɪᴇ ᴄᴏᴜʟᴅ ʙᴇ ᴛʜᴇ ᴡᴏʀsᴛ ᴀɴᴅ ᴀʟʟ ᴛʜᴇsᴇ ᴛʜᴏᴜɢʜᴛs ᴀʀᴇ ɴᴇᴠᴇʀ ʀᴇsᴛɪɴɢ ᴀɴᴅ ʏᴏᴜ’ʀᴇ ɴᴏᴛ sᴏᴍᴇᴛʜɪɴɢ ɪ ᴅᴇsᴇʀᴠᴇ ɪɴ ᴍʏ ʜᴇᴀᴅ ᴛʜᴇʀᴇ’s ᴏɴʟʏ ʏᴏᴜ ɴᴏᴡ ᴛʜɪs ᴡᴏʀʟᴅ ғᴀʟʟs ᴏɴ ᴍᴇ ɪɴ ᴛʜɪs ᴡᴏʀʟᴅ ᴛʜᴇʀᴇ’s ʀᴇᴀʟ ᴀɴᴅ ᴍᴀᴋᴇ ʙᴇʟɪᴇᴠᴇ ᴛʜɪs sᴇᴇᴍs ʀᴇᴀʟ ᴛᴏ ᴍᴇ.
— ᴛʜʀᴇᴇ ᴅᴏᴏʀs ᴅᴏᴡɴ, “ʟᴇᴛ ᴍᴇ ɢᴏ”

Entreabro os olhos devagar. O quarto está imerso numa penumbra gostosa. Shivani está deitada de costas para mim, ressonando baixinho, enquanto a envolvo em meus braços. Nossos dedos estão entrelaçados.

Nem lembro quando peguei no sono. O pouco de luz vem da lua cheia e entra no cômodo pelas frestas da janela. Provavelmente é madrugada.

Shivani e eu não conversamos, não comemos nem bebemos. Nós nos alimentamos de nós mesmos. Transamos pra caralho, até desabarmos exaustos.

Agora, estando tão próximo que nossos perfumes se misturam, me sinto livre de qualquer ansiedade. Há uma calmaria diferente.

Como se toda minha energia ruim tivesse sido drenada e recarregada por Shivani.

Estou tão em paz que não me reconheço. Só Deus sabe quando a senti completamente pela última vez. Nah, eu sei.

Senti paz em todas as vezes que fiquei com Shiv. Até quando eu estava drogado e acabamos transando.

Há algo nela que se conecta às minhas células, fazendo com que meu corpo inteiro reaja. Ela pode incendiar meu corpo em segundos e acalmá-lo na mesma proporção.

Tenho ido bem depois da reabilitação, mas paz não é algo que posso dizer ter sentido. Demorei muito para aprender a controlar a angústia que me acompanha desde que meu pai foi assassinado; angústia que só foi aumentando depois da morte da minha irmã e da minha mãe. Sem contar meus tios e primo.

A terapia me ajudou bem a lidar com a morte. O problema agora é lidar com todas as merdas que fiz por não saber como lidar com a dor. E nem sei se vou aprender a lidar com essa porra de dor um dia.

Dá para viver um dia depois do outro, me concentrando nos afazeres diários e me forçando a não pensar em nada que possa me ferir.

Tem funcionado, apesar das recaídas.

O problema é lidar com tudo isso com ela por perto.

Acho que a grande ironia está aí: o que me salva é o que me mata. Shivani.

Mesmo indo bem, todas as vezes que estive perto de me perder de novo foi por causa dela. Não, não é justo dizer que a culpa é dela. A culpa é da minha fraqueza. E, infelizmente, tem a ver com ela.

A Escolha Perfeita do CoraçãoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora