Capítulo 2

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Diz pra mim O que eu já sei Tenho tanta coisa nova pra contar de mim Diz pra mim Sobre você Que é a hora certa pra recomeçar do fim

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Diz pra mim O que eu já sei Tenho tanta coisa nova pra contar de mim Diz pra mim Sobre você Que é a hora certa pra recomeçar do fim.
— Malta, “Diz pra mim”

Tive a vida toda para aprender que é possível ir da euforia extrema ao pavor paralisante. E é exatamente o que estou sentindo agora: um medo do caralho de não conseguir reconquistar a Shiv.

Saber que o que temos é forte não é suficiente para me mostrar como agir. Foi tão fácil da primeira vez, tão natural. Nós nos envolvemos em um piscar de olhos. Por que então está parecendo tão difícil dessa vez?

Porque você foi um filho da puta escroto, Bailey, e nem sempre dá pra consertar as merdas que você faz. O pensamento me assombra, e balanço a cabeça para afastá-lo.

— Bay — Shivani diz meu nome e se afasta para me olhar.

Pode haver um abismo entre nós agora, mas ela ainda é capaz de reconhecer quando estou me perdendo.

— Eu sei que fiz o contrário quando te vi, mas não quero te pressionar, Shiv. — Coloco a mão em seu rosto e beijo seus lábios devagar.

— Você não fez isso.

Ergo uma sobrancelha e minha cara de safado fica em evidência. Ela ri. Ah, como amo o som dessa risada...

— Idiota. — Ela sorri e morde o lábio inferior, se preparando para me dizer algo. — Eu só acho que devemos ir com calma.

— Isso quer dizer que você não vai pra casa comigo hoje?

— Acho melhor não. Temos muito que conversar ainda.

Não, não concordo. Acho que não vai adiantar nada falar do passado, mas sei que devo isso a ela. Foi assim que me resolvi com todas as pessoas: conversando. Ela merece isso mais do que ninguém.

— Tudo bem. Eu posso esperar.

— Tem certeza?

— Claro. Esperei dois anos. O que é mais um dia? — Ela me encara e estreita os olhos. — Mais dois, três dias? — Ela segue me encarando, e isso me preocupa. — O quê? Isso aí eu aguento. Se for mais, vou ser obrigado a te jogar no ombro e te levar pra casa na marra!

Shivani sorri outra vez, sabendo que eu vou esperar o tempo que ela quiser. Ou não, né? Posso muito bem dar um jeito de deixá-la tão maluca que ela vai é me implorar para jogá-la no ombro.

— Muito bem, você tem três dias, garota.

A Escolha Perfeita do CoraçãoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora