Bailey e Shivani enfrentaram uma montanha-russa de emoções anteriormente, antes de finalmente se entenderem e conseguirem o que tanto queriam: ficar juntos para sempre.
Agora, dois anos depois, esse recomeço está longe de ser tranquilo. Os fantasmas...
Desço do elevador e ando pela garagem do prédio. Subo na moto e sinto o celular vibrar no bolso.
Pego-o e me surpreendo ao ler uma mensagem de Shivani.
Ela alterna entre doçura e impetuosidade. Essa garota vai me deixar ainda mais maluco... Se é que isso é possível.
O que fazer? Pensando racionalmente até eu sei que essa ideia do Rio de Janeiro é babaquice. Vou fazer o que lá? Ficar puto da vida enquanto a Shivani fica aqui livre para caras como o Noah?
Não, não vai rolar. É fato que estou apavorado, mas a terapia pode me ajudar.
Não vou contar nada a Shiv sobre isso. Melhor não criar expectativas.
Vamos ter que ir devagar para eu me certificar de que não vou fazer uma merda do caralho outra vez.
É, pode dar certo, Bailey.
Respira, respira, respira.
Não sei como responder à mensagem, mas concordo com ela, mesmo sem saber por onde começar.
Então, respondo da única forma que alguém poderia responder a uma intimada da única mulher que vai amar na vida:
Ok, porra.
⏭ ▶ ⏮
"Se eu estou me afastando/ Não me deixe ir/ Você tem algo a dizer/ E eu preciso saber/ Não me deixe ir/ Não me deixe ir/ Se eu estou me afastando/ Não me deixe ir."