Capítulo 21

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ʙᴜᴛ ɪ ᴅᴏɴ’ᴛ ᴄᴀʀᴇ ᴡʜᴀᴛ ᴛʜᴇʏ sᴀʏ ɪ’ᴍ ɪɴ ʟᴏᴠᴇ ᴡɪᴛʜ ʏᴏᴜ ᴛʜᴇʏ ᴛʀʏ ᴛᴏ ᴘᴜʟʟ ᴍᴇ ᴀᴡᴀʏ ʙᴜᴛ ᴛʜᴇʏ ᴅᴏɴ’ᴛ ᴋɴᴏᴡ ᴛʜᴇ ᴛʀᴜᴛʜ ᴍʏ ʜᴇᴀʀᴛ’s ᴄʀɪᴘᴘʟᴇᴅ ʙʏ ᴛʜᴇ ᴠᴇɪɴ ᴛʜᴀᴛ ɪ ᴋᴇᴇᴘ ᴏɴ ᴄʟᴏsɪɴɢ ʏᴏᴜ ᴄᴜᴛ ᴍᴇ ᴏᴘᴇɴ ᴀɴᴅ ɪ ᴋᴇᴇᴘ ʙʟᴇᴇᴅɪɴɢ ᴋᴇᴇᴘ, ᴋᴇᴇᴘ ʙʟᴇᴇᴅɪɴɢ ʟᴏᴠᴇ

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ʙᴜᴛ ɪ ᴅᴏɴ’ᴛ ᴄᴀʀᴇ ᴡʜᴀᴛ ᴛʜᴇʏ sᴀʏ ɪ’ᴍ ɪɴ ʟᴏᴠᴇ ᴡɪᴛʜ ʏᴏᴜ ᴛʜᴇʏ ᴛʀʏ ᴛᴏ ᴘᴜʟʟ ᴍᴇ ᴀᴡᴀʏ ʙᴜᴛ ᴛʜᴇʏ ᴅᴏɴ’ᴛ ᴋɴᴏᴡ ᴛʜᴇ ᴛʀᴜᴛʜ ᴍʏ ʜᴇᴀʀᴛ’s ᴄʀɪᴘᴘʟᴇᴅ ʙʏ ᴛʜᴇ ᴠᴇɪɴ ᴛʜᴀᴛ ɪ ᴋᴇᴇᴘ ᴏɴ ᴄʟᴏsɪɴɢ ʏᴏᴜ ᴄᴜᴛ ᴍᴇ ᴏᴘᴇɴ ᴀɴᴅ ɪ ᴋᴇᴇᴘ ʙʟᴇᴇᴅɪɴɢ ᴋᴇᴇᴘ, ᴋᴇᴇᴘ ʙʟᴇᴇᴅɪɴɢ ʟᴏᴠᴇ.
— ʟᴇᴏɴᴀ ʟᴇᴡɪs, “ʙʟᴇᴇᴅɪɴɢ ʟᴏᴠᴇ”

Acordo no domingo de manhã e um sorriso inunda meu rosto à lembrança do “Ok, porra!” de Bailey.

Não mandei mais nenhuma mensagem depois daquela. Ele precisa do seu espaço.

Me espreguiço na cama. É bem cedo... Ainda não me acostumei com o fuso horário.

As estrelas coladas no teto levam meus pensamentos a meu pai. Acho que ele pode nos ver onde quer que esteja e ainda sinto sua presença.

Talvez sejam crenças bobas minhas, mas quando amamos deixamos parte de nós no outro e não tenho dúvida do quanto meu pai nos amou.

A vida é estranha. Será que eu teria conhecido o Bailey se meu pai estivesse vivo?

Não seria da mesma forma, mas será que teríamos uma chance de viver o que estamos vivendo agora?

Quando morava em Londres, li muitos dos livros de autoajuda do Noah. Ele é meio viciado nessas coisas, embora negue.

Muito do que li dizia que se acreditarmos em nós mesmos, se tivermos pensamentos positivos, o universo conspirará a nosso favor.

Fiz uma análise disso tudo e aprendi que nem sempre pensamentos positivos vão nos salvar. Às vezes a tristeza bate e ela precisa ser sentida. Não dá para seguir em frente sem sentir a dor. Se não soubermos lidar com ela e fingirmos que ela não existe, ela vai crescer como uma bola de neve e seremos soterrados.

É... Meu pai dizia essas coisas e ele nunca leu autoajuda. Acho que algumas pessoas têm uma luz dentro de si. Todos temos, na verdade, mas apenas alguns conseguem mantê-la acesa mesmo quando as trevas dentro de si querem apagá-la.

Assim como meu pai, Lamar e Noah são assim. Krystian também, apesar de todas as suas tragédias: é olhar para ele e sentir o coração encher de calor.

Bailey tenta ser esse tipo de pessoa, mas seus receios o fazem ver sua luz como a chama delicada de uma vela, quando eu a vejo como um farol imenso.

Se ao menos ele pudesse se ver pelos meus olhos...

Vou com mamãe à casa da minha prima Nour. Branca e Sina virão mais tarde e me encontrarei com Savannah à noite, já que ela está presa no hospital até as sete horas.

Augusto, marido da Nour, abre a porta para nós.

— A Nour já está descendo com o Felipe. Ele estava pronto, mas sabem como são crianças, né? Derrubou um copo cheio de suco na roupa.

Minha mãe e eu sorrimos. Vir aqui era um dos momentos que mais me deixavam apreensiva após o meu retorno.

O gritinho alegre de Felipe chama minha atenção e olho para as escadas. Nour fala alegremente com o filho. Engulo em seco e sinto o olhar de minha mãe em mim, mas não a encaro.

Se eu não tivesse perdido o bebê quando o Bailey foi sequestrado, ele seria apenas uns três meses mais novo.

Felipe tem o mesmo tom de cabelo de Nour, um lindo castanho escuro, e é cacheado como o do pai.

Quando minha prima se aproxima para me dar um beijo, posso ver de perto os olhos brilhantes do garotinho.

Ao me ver, Felipe estende os bracinhos gorduchos na minha direção, murmurando palavras que não entendo.

— Como esse moleque é dado! — Nour ri.

Abro a boca para falar e sinto as palavras sumirem. Sei que, se eu forçar, elas sairão embargadas, então não digo nada, mas o pego em meus braços, inalando o perfume de sua pele de bebê.

Imediatamente meus pensamentos se refugiam no passado, buscando respostas que eu não tenho.

E se Bailey não tivesse voltado a usar drogas? E se eu não tivesse ido ao cativeiro naquele dia? E se eu não tivesse perdido o bebê?

Diante daquilo que me machuca, percebo que é assim que Bailey deve se sentir quando estamos juntos. Todos os “e se” do mundo devem guerrear em seus pensamentos.

Mas, como dizia meu pai: “Não podemos mudar o passado e muito menos viver de hipóteses”. Embora haja milhares de “e se” que poderiam me afastar de Bailey, não dá para mudar o que passamos, mas podemos recomeçar e viver o presente que merecemos.

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“Mas eu não me importo com o que dizem/ Estou apaixonada por você/ Eles tentam me afastar/ Mas eles não sabem a verdade/ Meu coração está danificado pela veia/ Que eu continuo fechando/ Você me corta e eu/ Continuo sangrando/ Continuo sangrando amor

A Escolha Perfeita do CoraçãoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora