Bailey e Shivani enfrentaram uma montanha-russa de emoções anteriormente, antes de finalmente se entenderem e conseguirem o que tanto queriam: ficar juntos para sempre.
Agora, dois anos depois, esse recomeço está longe de ser tranquilo. Os fantasmas...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Shelter, you better keep the wolf back from the door He wanders ever closer every night And how he waits, baying for blood I promised you everything would be fine You've been wandering for days How you felt me slip your mind Leave behind your wanting ways I want to learn to love and kind Cause you were all I ever longed for. - Mumford & Sons, "The Wolf"
Os dois me olham sem entender e não se afastam de imediato, como seria o esperado. Tá, a cada minuto fico mais puto!
- Bay, do que você está falando? - Shivani o solta e caminha até mim. Estou parado de braços cruzados bem na porta da varanda.
- Vocês dois. - Aponto com a cabeça para Noah, que mantém a expressão confusa. - Tá na cara que se pegaram por lá. Nós dois não estávamos juntos, então não posso falar nada. Mas tá rolando essa porra ainda. Tá na cara.
- Isso é paranoia sua. Não tem nada acontecendo. - Shivani coloca a mão sobre a minha e eu a afasto bruscamente.
Basta um segundo para Noah vir e se colocar entre nós.
- Cara, não fode - ele avisa. A confusão indo embora e ele pronto para a briga.
Shi tenta entrar na frente dele e ele a mantém para trás com o braço. Olho de um para outro, meu sangue fervendo. A raiva me consumindo. Teimosa, Vivi tenta interceder, mas Bernardo e eu nos encaramos como gladiadores, a rivalidade transbordando.
"Psycho Killer", do Talking Heads, começa a tocar lá fora e eu até tento me concentrar na música e me acalmar, mas não dá. Então, sem pensar duas vezes, acerto a cara do Noah.
- Filho da puta! - Desprevenido, ele cambaleia para trás.
Shivani grita. Ele se ergue. Eu me preparo. Noah se recupera em instantes e, com o álcool explodindo em seu sangue, vem para cima de mim.
Ele tenta me acertar um murro de direita. Eu desvio, e, quando ele sorri, não tenho tempo de entender porque ele me acerta com a esquerda no queixo.
Não estou acreditando que esse mauricinho me acertou. O lábio dele está cortado e o sangue escorre sem parar. Shivani está desesperada, mas agora não tem mais como controlar a situação.
Noah joga o peso do corpo contra mim e me desequilibro no degrau da varanda. Caímos e continuamos. Murros e mais murros. Nunca pensei que diria isso, mas ele também é duro na queda.
Não estou raciocinando mais. A voz que me diz para parar é mais baixa que a raiva acumulada por minhas desconfianças.
- Pelo amor de Deus, parem com isso! - Shivani grita.
Pepe me pega desprevenido e me dá uma chave de braço. Krystian o ajuda, me empurrando para longe. Esses filhos da puta têm experiência em me tirar de brigas.
Noah se senta no chão, cuspindo sangue. O gosto metálico na minha boca me faz perceber que ele não é o único machucado.
- Alguém pode me explicar o que está acontecendo aqui? - Túlio pergunta, irritado.
Antes que Noah e eu possamos dizer algo, Shivani nos impede:
- Se há uma explicação racional para o que aconteceu, eu não vou ficar aqui para ouvir. - E sai em direção à porta da casa, seguida por seus avós.
- Shivani! - Tento me soltar, mas Pepe e Krystian não permitem.
- Não, cara. Nem sei como resolver essa merda agora - Pepe me recrimina, e, se ele está falando assim, posso ter certeza de que a merda foi gigantesca. - Deixa ela ir.
⏭ ▶ ⏮
"Abrigo, é melhor manter o lobo atrás da porta/ Ele vaga cada vez mais próximo a cada noite/ E, como ele espera, uivando por sangue/ Eu te prometi que tudo iria ficar bem/ Você esteve viajando por dias/ Como você me sentia, você já esqueceu/ Deixe para trás os desejaos/ Eu quero aprender a amar e ser gentil/ Porque você era tudo pelo que eu mais ansiava."