Capítulo 7

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ʜᴏᴘᴇ ɪs ᴊᴜsᴛ ᴀ ʀᴀʏ ᴏғ ᴡʜᴀᴛ ᴇᴠᴇʀʏᴏɴᴇ sʜᴏᴜʟᴅ sᴇᴇ ᴀʟᴏɴᴇ ɪs ᴛʜᴇ sᴛʀᴇᴇᴛ ᴡʜᴇʀᴇ ʏᴏᴜ ғᴏᴜɴᴅ ᴍᴇ sᴄᴀʀᴇᴅ ᴏғ ᴡʜᴀᴛ’s ʙᴇʜɪɴᴅ ʏᴏᴜ ᴀɴᴅ sᴄᴀʀᴇᴅ ᴏғ ᴡʜᴀᴛ’s ɪɴ ғʀᴏɴᴛ ʟɪᴠᴇ ᴡɪᴛʜ ᴡʜᴀᴛ ʏᴏᴜ ʜᴀᴠᴇ ɴᴏᴡ ᴀɴᴅ ᴍᴀᴋᴇ ᴛʜᴇ ʙᴇsᴛ ᴏғ ᴡʜᴀᴛ’s ᴛᴏ ᴄᴏᴍᴇ

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ʜᴏᴘᴇ ɪs ᴊᴜsᴛ ᴀ ʀᴀʏ ᴏғ ᴡʜᴀᴛ ᴇᴠᴇʀʏᴏɴᴇ sʜᴏᴜʟᴅ sᴇᴇ ᴀʟᴏɴᴇ ɪs ᴛʜᴇ sᴛʀᴇᴇᴛ ᴡʜᴇʀᴇ ʏᴏᴜ ғᴏᴜɴᴅ ᴍᴇ sᴄᴀʀᴇᴅ ᴏғ ᴡʜᴀᴛ’s ʙᴇʜɪɴᴅ ʏᴏᴜ ᴀɴᴅ sᴄᴀʀᴇᴅ ᴏғ ᴡʜᴀᴛ’s ɪɴ ғʀᴏɴᴛ ʟɪᴠᴇ ᴡɪᴛʜ ᴡʜᴀᴛ ʏᴏᴜ ʜᴀᴠᴇ ɴᴏᴡ ᴀɴᴅ ᴍᴀᴋᴇ ᴛʜᴇ ʙᴇsᴛ ᴏғ ᴡʜᴀᴛ’s ᴛᴏ ᴄᴏᴍᴇ.
— ᴘʜɪʟʟɪᴘ ᴘʜɪʟʟɪᴘs, “ᴛᴇʟʟ ᴍᴇ ᴀ sᴛᴏʀʏ”

Beijo o rosto de Noah e desço do carro, enquanto ele chama meu nome. Não sei o que dizer agora, então só balanço a cabeça e abro o portão.

Mesmo sem olhar para ele, sei que sua expressão é preocupada, aquela que ele usa quando não sabe como ajudar quem ele ama.

Olho de relance para a guarita dos seguranças ao passar. Exceto por um, são todos diferentes dos que trabalhavam na casa antes da minha mudança para Londres.

Respondo ao “boa-noite” no automático e sigo de cabeça baixa, pensativa.

São quase três da manhã, mas, quando entro na sala, minha mãe está ali assistindo As pontes de Maddison, seu filme favorito.

— O que faz acordada?

— Já voltou?

Perguntamos juntas. Cada uma de nós surpresa por um motivo diferente.

— Achei melhor dormir em casa.

— Insônia.

Também respondemos ao mesmo tempo, e isso me tira um sorriso.

A sala está iluminada apenas pela televisão e por algumas velas perfumadas, de que minha mãe gosta muito. É uma atmosfera quase etérea e, ao mesmo tempo, muito aconchegante.

Quando meu pai morreu e ela se entregou à depressão a ponto de tentar o suicídio, nós estávamos muito distantes. Ela se fechou para o mundo bem antes, quando descobriu que a doença do meu pai era terminal.

Quando me mudei para Londres, a distância física entre nós nos reaproximou. Chega a ser irônico, mas é verdade.

Ela me visitava com frequência, mas vivia voltando por causa do Lamar. Ela nunca deixaria seu menino sozinho por muito tempo. Acho que isso é natural. Eu sempre fui mais independente. Lamar gosta de se gabar de ser assim, livre, mas vive bem apegado à nossa mãe.

Olho ao redor e sou preenchida por lembranças. Suspiro.

Minha mãe está aconchegada na poltrona favorita do meu pai. Ela me olha intensamente e aponta para o sofá ao seu lado. Ela estar assistindo televisão na sala e não no quarto indica que estava esperando por mim ou pelo Lamar.

Sento-me sem dizer nada, afundo a cabeça no encosto e fecho os olhos.

— Vou te dar um tempo — eu a ouço dizer em voz baixa, conforme ela diminui o volume da televisão.

A Escolha Perfeita do CoraçãoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora