Bailey e Shivani enfrentaram uma montanha-russa de emoções anteriormente, antes de finalmente se entenderem e conseguirem o que tanto queriam: ficar juntos para sempre.
Agora, dois anos depois, esse recomeço está longe de ser tranquilo. Os fantasmas...
"Você já foi muitas coisas, Bay, mas covarde não é uma delas.”
A voz de Shivani ecoa em minha mente enquanto tento me acalmar. Abro a porta de entrada e a bato em seguida, sem acreditar que a deixei ir embora. Deus sabe a força que precisei fazer para não ir atrás dela.
Encosto na parede e deixo meu corpo escorregar até sentar no chão. Coloco a cabeça entre os joelhos, buscando respostas que não tenho.
As ondas de calafrio me atingem, assim como os tremores.
Aperto as mãos uma na outra, tentando me controlar, mas é em vão.
Quando passei pela reabilitação, pensei que nada seria pior do que as crises de abstinência. Agora muito do que sinto me faz voltar àquele passado que eu queria esquecer.
A sala parece cada vez menor, e o ar, rarefeito. Sou um idiota, eu a joguei nos braços dele. Eu a mandei direto para o cara certinho.
As lágrimas escorrem pelo meu rosto e sinto meu coração se acelerar o máximo que meu corpo pode aguentar. Meu peito dói e não consigo me mexer.
O desespero que me toma é intenso demais.
Onde está a Shiv? O que eu fiz? Por que não tem mais ninguém aqui?
É minha culpa. Tudo isso é minha culpa.
Minha visão começa a escurecer ao mesmo tempo em que pontinhos brancos aparecem.
Quando sinto que posso desmaiar a qualquer momento, a porta se abre e alguém se abaixa, junto a mim.
— Ei, ei, ei... Eu tô aqui, Bailey — Krystian me abraça, massageando minhas costas. Mesmo que ele esteja assustado, sua voz é calma. — É só uma crise. Já vai passar. Não é real, primo. Não é real.
Tento me concentrar nele para voltar para casa, mas não consigo. Minha casa saiu batendo a porta e se afastou de mim mais uma vez.
Não, eu a afastei de mim.
De novo. De novo. De novo.
⏭ ▶ ⏮
“Venho lutando a mesma antiga guerra/ Contra uma doença sem cura/ Sendo impedido por tanto tempo/ (Por tanto tempo, por tanto tempo)/ Eu estive desejando a uma estrela/ Enquanto meu universo se desfaz/ Eu me sinto tão longe do céu/ Enquanto meus sonhos flutuam.”