Bailey e Shivani enfrentaram uma montanha-russa de emoções anteriormente, antes de finalmente se entenderem e conseguirem o que tanto queriam: ficar juntos para sempre.
Agora, dois anos depois, esse recomeço está longe de ser tranquilo. Os fantasmas...
Deixo a chave do Krystian com o porteiro e tento me afastar do prédio o mais rápido que posso. As lágrimas descem queimando por meu rosto.
Caminho sem saber para onde vou até encontrar uma praça. Me sento em um dos bancos e nem tento segurar o choro. Preciso extravasar.
Poucos minutos depois, ainda estou soluçando quando recebo uma mensagem. Pego o celular rapidamente, com a esperança de ser Bailey me dizendo como foi estúpido tudo o que ele falou.
Sei que você disse que ia me ligar, mas tá tudo bem?
É o Noah. Há algo incrível entre nós: nossa ligação é tão forte que, de alguma forma, muitas vezes procuramos o outro quando ele mais precisa.
Não sei como lidar com o ciúme que o Bay parece sentir dele. Bom, mas no momento não estou sabendo lidar com nada.
Não. Vou pro Ibirapuera. Me encontra lá?
Mesmo lugar da última vez?
Sim, em frente ao lago.
Chego o mais rápido que puder. Fica bem.
Chamo um táxi. Aprendi a dirigir enquanto estive em Londres, mas ainda preciso regularizar minha carteira de motorista.
Assim que o táxi chega, entro e encosto a cabeça na janela, perdida em pensamentos.
No rádio, como se o destino quisesse me mandar um recado, a música “Everybody Hurts”, do REM, toca:
Sometimes everything is wrong Now it’s time to sing along When your day is night alone (hold on, hold on) If you feel like letting go (hold on) If you think you’ve hadtoomuch of this life Well, hang on ‘Cause everybody hurts Takecomfort in your friends.