-Oh -sussurrou ela lhe olhando diretamente nos olhos quando ambos os corpos se uniam.
-Sim, Oh. Céus, sim... Sim!
Algo incrível estava acontecendo. Anahí tinha a sensação de estar em outro mundo. Estava-lhe cravando as unhas na carne e nem estava se dando conta. Seu corpo se esqueceu de que tinha um cérebro e se, deixou levar pelo instinto, lhe excitando, lhe acompanhando. Uma intimidade mais profunda começou a formar-se entre ambos e se foi transformando em algo doce, fácil e tremendamente carinhoso.
-Agora - sussurrou ela sem dar-se conta. - Agora, lhe... pertenço...
- Mas...
- Que houve... alguma vez que... não o fizesse? -conseguiu articular Poncho. Sua boca a queimava e seu corpo começou a encontrar um novo ritmo com o dela. Notava suas mãos lhe sujeitando os quadris, ensinando-a como fazê-lo. Anahí fechou os olhos e deixou que seu corpo lhe indicasse o que fazer. Voltou muito logo à consciência. Poncho repousava tremente sobre seu estremecido corpo, a voz lhe tremia como se lhe estivessem torturando e repetia seu nome como uma letra de musica.
Anahí abriu os olhos e o primeiro que viu foi o teto da habitação levemente iluminado pela débil luz da lamparina. Tratou de mover-se e se deu conta de que ainda eram parte um do outro. Lhe cortou a respiração ante a beleza dessa situação.
Alfonso demorou bastante em acalmar-se e Anahí se admirou da força de sua paixão.
- Durou muito, não? -sussurrou ela brandamente.
Ele se incorporou um pouco e a olhou com nos olhos que refletiam o arrependimento e a dor.
-Violei-te -disse-lhe.
-Não exatamente -murmurou ela com um cálido sorriso.
-Por Deus...
Anahí lhe aproximou um pouco e lhe beijou na boca suave mente, carinhosamente, sorrindo de uma vez.
-Não...
As pernas de Anahí se enroscaram sensualmente nas dele e algo que deveria ser impossível, de repente não foi. Deliciosamente surpreendida, ela fechou os olhos e lhe beijou com mais força.
-eu, Deus! -exclamou ele.
Imediatamente depois, deixou de falar. Anahí lhe passou os braços por detrás do pescoço e seguiu lhe beijando até que o mundo voltou a estirão seu redor. Finalmente, exaustos, ficaram dormindo entrelaçados.
Anahí despertou antes de que ele o fizesse e se vestiu enquanto olhava o viril corpo de Poncho na cama.
Decidiu que, efetivamente, era formoso. Não seria culto nem civilizado, nem estaria bem educado, mas era formoso e sensível e, provavelmente, seria um pai maravilhoso...
Ardeu-lhe o rosto quando se lembrou da noite que haviam passado. Bom, já era muito tarde para ter remorsos. Ia se casar com ela, já não ficava mais remedeio que fazê-lo. Mas se não o fazia, Anahí tinha a intenção de ir-se viver com ele.
Entrou na sala e na nova cozinha e se encontrou com uma geladeira igualmente nova e que tinha sido abastecida recentemente. Fez uns ovos com bacon, umas torradas e café. Quando terminou de preparar o café da manhã, voltou para o quarto.
Alfonso estava ainda dormido. Ela se sentou a seu lado e lhe roçou brandamente a boca com os lábios.
-Annie... -murmurou ele já ansioso e preparando-se para beijá-la nos lábios.
Logo abriu os olhos como se não desse crédito ao que estava vendo.
-Oh, Deus, aconteceu.
-Deveria te mostrar um pouco menos horrorizado. Ontem à noite parecia estar te divertindo muito.
Poncho levou as mãos aos olhos e os esfregou.
-Tinha bebido uma garrafa de uísque e fui à cama... e logo, seduziu-me!
Anahí suspirou.
-Isso é o que dizem todos.
Poncho se sentou na cama e a olhou fixamente nos olhos.
-Me seduziu!
-Bom, não acredito que seja necessário fazer uma cena por uma coisa assim, Poncho. Certamente não sou a primeira mulher que faz.
-Mas você era virgem!
-Vá, e já era hora de que deixasse de ser. Não te parece que a minha idade já deveria saber algumas coisas da vida?
-Oh, Deus!
Ela se levantou e suspirou.
-Dou-me conta de que não está em condições de discutir isso agora. Assim, por que não toma o café da manhã?
Alfonso tirou as pernas da cama e ficou olhando enquanto ela saía pela porta.
-Por quê?
Anahí deu a volta na soleira, seu olhar era suave e possessivo.,
- Não sabe? -perguntou-lhe e, sem esperar resposta, seguiu seu caminho.
Poncho entrou na cozinha alguns minutos mais tarde, vestido com uns jeans, uma camisa e suas botas. Mas parecia não estar de muito bom humor e ter remorsos. Olhou-a fixamente enquanto se sentava à mesa.
-Que expressão tão horrível! -disse-lhe ela lhe alcançando o prato com os ovos e o bacon.
-É que nem sequer te dá vergonha?
-Deveria me dar? Quero dizer, que me arrastasse à cama contigo e...
-Eu não o fiz! Fez. Você, que está louca!
-Essa não é maneira de falar com a mãe de seu filho, disse-lhe ela com calma enquanto se servia, o café.
- Filho... -Poncho tampou rosto com as mãos. - Deixou-me tão despreparado que ainda não pude me recuperar. E o que aconteceria se ficasse grávida?
- Eu gosto de meninos - respondeu Anahí sorrindo.
-Agora pensa, Poncho. Se tivéssemos uma menina, eu lhe poderia-ensinar a ser uma senhorita ou se fosse um menino, você lhe ensinará a tocar violão.
Ele a olhou como se não pudesse acreditar no que estava ouvindo.
- Annie?
Poncho esticou a mão e lhe acariciou o dorso das dela.
Anahí levantou o olhar. Toda a diversão tinha desaparecido de sua expressão. .
- Te amo - murmurou-. Amo-te mais que tudo no mundo, Alfonso, e o único que te peço é que me deixe viver a seu lado. Cozinharei, limparei, terei filhos e você nem te dará conta de que estou aqui...
_Vem aqui - disse-lhe então ele com a voz trêmula pela emoção.
-O que?
- Venha!
Anahí deu a volta na mesa e a arrojou em cima, lhe beijando como se fosse a última vez a fazer isso na vida.
-Querida, querida! -sussurrava enquanto ele a acariciava com as mãos e a boca.
-Era eu - disse Anahí fechando os olhos.- Era pra mim, para quem te estava preparando, porque... porque... acreditava que não ia querer te.
O abraço de Poncho se fez mais forte.
-Oito anos, Anahí. - disse ele quase sem se dar conta. -Faz oito anos que estou apaixonado por ti. Queria me colocar em seu mundo dê forma que tivesse alguma oportunidade de te conseguir.
-E agora resulta que o teu vai muito bem . Tinha razão, Alfonso. Seu mundo é real e honesto e as pessoas não se dão ares de grandeza. Eu gosto mais que o meu. Deixe-me viver contigo.
-Sempre -prometeu-lhe ele-. Durante toda minha vida. E a tua, claro. Vamos casar imediatamente.
Anahí arqueou as sobrancelhas surpresa.
- Por que essas pressas?
-Como se não o soubesse, pequena bruxa. Quando me disse ontem à noite que queria ter um filho meu não pude me conter. Fiquei louco entre seus braços. Teve muita sorte de que não te fizesse mal.
-Não me importaria. Era tão doce, tão encantador... Alfonso, eu te amava e sabia, e acredito que também esperava que você me amasse. Foi tão carinhoso... eu quis que fosse perfeito.
-Pois sim que foi perfeito, as duas vezes. Quando estivermos, casados já vários anos, me recorde que te diga que o que aconteceu era impossível. Fará?
Anahí riu.
-Você mesmo disse que fazia muito tempo que não estava com uma mulher.
-Não foi por isso. Era porque levava muito tempo te desejando. Obsessivamente.
Lhe beijou nas pálpebras.
-Me passou o mesmo. Queria: morrer a noite em que voltávamos do balé. Disse-te coisas tão desagradáveis... e quando me inteirei de que te tinha metido na piscina com o carro, pus-me doente. Tivesse querido me pôr de joelhos e me desculpar. Sentia tua falta, amava-te e sabia que não podia viver sem ti.
-Eu sabia que me desejava, o que não imaginava era que me amasse - disse-lhe ele olhando-a aos olhos.
-Pensava que ontem à noite tinha vindo porque me compadecia.
-Era amor.
-Deveria haver me dado conta então de que não entregaria a ti mesma se não era por isso -suspirou. É tremendamente complicada para os assuntos do amor, inclusive selvagens que desejas.
-Você não é um selvagem. Amo-te como é, Alfonso. Não trocaria nada em ti. Mas, é obvio, não vou voltar a ir contigo a nenhum balé.
Ele a beliscou e ambos riram.
-Sim, sim que vais ir - murmurou.- E levaremos nossos filhos. Quero que sejam cultos, não como seu pai.
-Vão ter um pai encantador -suspirou ela lhe beijando outra vez. -Quando vamos casar?
-Hoje.
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Tal como é - aya
RomanceO mal educado granjeiro Alfonso Herrera queria aprender boas maneiras para assim apaixonar a uma mulher, e Anahí Puente era a única pessoa do povo que teria a suficiente educação para levar a cabo esse trabalho. Nenhuma outra mulher se atreveu a apr...
