Capítulo 25

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-O que eu tenho? A quem? A Poncho? -os olhos de May se abriram.Você crê que a mim Poncho interessa-me?
-Não? Você sabe que ele está fazendo tudo isto por ti. Está aprendendo a comportar-se, indo ao balé, arrumando sua casa... Deveria estar orgulhosa de ti mesma! Ele acreditava que não era o suficientemente bom para ti tal e como era antes. Assim que me pediu que lhe desse lições de educação!
May abriu a boca desmesuradamente.
-Poncho não está apaixonado por mim!
-É obvio que está. E te desejo que seja muito feliz!
- Eu? E o que tem você? Você que foste passar o fim de semana com Chris!
Agora era Anahí que parecia desconcertada.
-Eu fui a Phoenix... Sozinha.
Maite se ruborizou.
-Oh. Mas você esteve todo o tempo com ele em minha festa.
-Não!- estávamos consolando-nos mutuamente. Eu lhe sugeri que não lhe faria mal aprender a tocar o violão como Poncho, e ele me disse que tampouco me faria mal ir a faculdade de veterinária...
- Chris estava com ciúmes? De mim?
- Moça, está um pouco lesa hoje –murmurou Anahí. É obvio que estava com ciúmes. Pediu-me que dançasse com ele porque não podia suportar vê-la junto a Poncho. E quando o beijou pensei que fosse ficar louco.
-Não me diga!
De repente, Anahí teve uma revelação que fez que as lágrimas lhe secassem. .
-May... É Chris, não?
-Sempre foi Chris. -confessou-lhe Maite. - Desde que era uma jovenzinha. Mas nunca me deu oportunidade de demonstrar-lhe Quando me parti, pensei que havia me esquecido, porque nunca me chamou nem me escreveu. E quando voltei, tratei de encontrar qualquer desculpa para estar sempre perto do rancho, mas ele nem se deu bola. O que passou na festa já foi muito para mim, Poncho sabia e tratou de me ajudar para lhe pôr ciúmes. Mas acredito que nos saiu o tiro pela culatra, por isso Chris nem se aproximou. Ontem à noite, quando fui tirar da piscina ao Poncho e o levei a minha casa, Chris nos acompanhou até a porta e logo saiu correndo. Então dava tudo por terminado.

- Chris te quer -sussurrou Anahí .
-Sim, deve ser certo- admitiu May quase chorando.
-Mas, por que não quer admiti-lo?
-É o capataz de Poncho. Não é um homem educado e você é uma universitária. Ao melhor, o que lhe acontece é que se sente inferior a ti.
-Logo lhe tirarei essa estúpida impressão, espera e verá. - lhe disse May sorrindo. Vou lhe seduzir.
Anahí avermelhou e May pôs-se a rir.
-Deveria fazer isso você também. Tendo em conta a forma em que Poncho se deixa dirigir por ti, não acredito que fora capaz de te parar.
-O que me passa com o Poncho é que me sinto culpada.
O rubor aumentou e Annie baixou a cabeça tratando de dissimulá-lo.
-Ele me odeia.
-Oh, com certeza que sim.
-Pois sim! Eu gostaria de morrer agora mesmo! Eu lhe fiz mal e, a consequência disso, ele podia haver-se matado! Nunca me perdoarei por isso.

-Poncho é muito duro. Pelo menos, poderia dizer que é muito duro com quase tudo, exceto contigo.
-Mas ele se leva muito bem contigo.
-Sim, desde que fomos meninos. Crescemos juntos e somos como irmãos. Eu lhe quero precisamente assim, e ele sabe, mas ele não há sentido nunca por ninguém o que sente por ti, querida. Deve ser a única pessoa nesta cidade que não sabe que Poncho está apaixonado por ti.
Annie olhou a sua amiga como se tivesse perdido o sentido. Tinha os olhos totalmente abertos e o coração lhe pulsava com força.
-Não te perguntaste alguma vez a razão pela que permite que livres as pessoas de suas garras quando está bêbado? -perguntou-lhe May.
-Porque eu não lhe tenho medo.

Maite negou com a cabeça.
-Porque ele faria algo por ti. Todos sabemos e quando ele se senta e fica olhando com esse olhar perdido...
-Mas... Mas ele me disse que havia uma mulher.
Anahí duvidou um instante.
.-Ele me disse que não lhe ia querer assim como era, que queria trocar e culturizar-se de forma que pudesse ter alguma oportunidade com ela.
-Estava falando de ti. Você, com sua educação e boa família. Para ele era como desejar a lua, e devia pensar que isso era algo impossível. Mas suponho que tinha que tentado de todas formas.
Anahí sentiu como se alguém lhe tivesse dado com um pau na cabeça. Alfonso a queria?
-Não se sinta tão mal. - seguiu May.
-Superá-lo-á, já estava quase normal esta manhã. Uma vez que se dê conta de quão tola é a ideia, voltará a ser normal e poderão voltar a ser amigos de novo. Poncho não é rancoroso e inclusive no futuro te agradecerá que lhe tenha posto em seu lugar.
May ficou em pé.
-Imagine, Poncho e você! Seria algo curioso. Não? A bela e a fera. Maravilha! Bom, nunca estarei suficientemente agradecida porque me contou o que sente Chris por mim realmente. E não te atormente por Poncho. Só lhe ajudaste a ver a luz. Levará bem, quase lhe aconteceu já o de ontem.
-Poderia... Dizer que o sinto?
-Não prefere vir comigo e dizer-lhe você mesma?
-Não! Não, não acredito que deva. É muito cedo ainda.
-Bom, pois então o direi eu. Sente-se melhor agora? Ele não está ferido, só um pouco ressentido.
Anahí assentiu.
-Obrigado por vir. Sinto ter estado antes tão desagradável.
-Sem problemas, eu sei o que o sentimento de culpabilidade pode fazer com a gente. Me diga, não estará sentindo atraída por Poncho, verdade?
-Quem, eu?
Anahí riu nervosamente e acrescentou:
- Como você disse antes, seria algo curioso, não?
-Sim, seria muito divertido. De acordo, vou - disse, quando Anahí começou a olhar como se fosse matá-la.
- Nos veremos!
Anahí ficou sentada frente à janela durante um comprido momento, pensando no que lhe havia dito May. Ficou a recordar partes de conversas e começou a dar-se conta de que devia ser verdade. Alfonso devia estar apaixonado por ela. Mas, fosse o que fosse o que tinha sentido por ela era passado, agora a odiava. Odiava-a por tratar de viver no passado com Tom e pelo que lhe havia dito no dia anterior. Odiava-a por lhe haver feito sentir-se inferior.
obrigou-se a comer algo para jantar, e tratou de decidir o que fazer. Sua vida estava tão vazia que não sabia o que ia ter que fazer para sobreviver. Possivelmente o melhor era voltar para o Charlestón.

Esse pensamento durou somente uns poucos minutos. Não, não podia deixar Sweetwater. Não podia deixar a Poncho. Era melhor poder ver-lhe de vez em quando durante o que ficava de vida, do que não voltar a lhe ver nunca mais. Aproximou-se do telefone e ficou olhando-o, queria lhe chamar, desculpar-se, ouvir sua voz... Mas não se atreveu. Ao final, depois de anoitecer, discou o número de May.
-Olá - respondeu May.
-Sou eu Anahí. Está... Está Poncho ainda aí?
-Não.,. querida, foi a sua casa , cuidar-se ele mesmo de seus machucados - lhe disse May. Está um pouco perdido, acredito. Suponho que o encontrará lá:
-De acordo, obrigado.
-De nada - murmurou May e uma voz masculina riu brandamente ao fundo.
Anahí pendurou e sorriu demasiadamente. Tinha-lhe parecido que era a vez de Chris e se alegrou por May, pelo menos sua larga espera tinha terminado.

Tal como é - ayaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora