O dia mal havia começado, mas Kate corria apressada de um lado ao outro. Mesmo sabendo que não iria dormir naquela casa, a grisalha tinha um pressentimento de que a qualquer minuto Connor iria fingir uma doença rara apenas para obrigá-la a ficar.
Assim que arrumou uma pequena bolsa com suas roupas, a grisalha desceu as escadas, dando de cara com sua amiga que segurava uma xícara em mãos. O olhar de Elizabeth denunciava que ela estava prestes a chorar,e quando entendeu o motivo, Kate soltou a sua bolsa no chão, correndo para abraçar a loira.
— Eu não vou embora, prometo que vão ser poucos dias, só até conseguir terminar o evento, eu prometo que venho te ver todos os dias! – A grisalha falava com certa urgência em sua voz.
— Você precisa mesmo ir? – As duas já haviam conversado várias vezes sobre aquele assunto e mais uma vez a .ais velha concordou com a cabeça ouvindo logo em seguida um resmungo incompreensível da florista. – Aquela ratazana maldita está roubando você de mim de novo!
Kate finalmente conseguiu acalmar a situação depois de passar vários segundos dando tapinhas nas costas de sua amiga enquanto dizia que iria ficar tudo bem. Elizabeth não havia se pronunciado, mas já era de se imaginar o motivo pelo qual a garota estava tão chorosa nos últimos dias.
— Ele é uma ratazana triste e sem amigos, por isso me obriga a ficar com ele. – A mais velha se afastou, agora fazendo um carinho nas bochechas de sua amiga. – Vou trazer doces toda vez que vier pra casa, e você vai estar bem. Qualquer coisa você pode me ligar! E não se esqueça de se alimentar direito, não pode pular nem uma refeição. Me mande foto das suas atividades para eu ver se está fazendo mesmo.
Mesmo sendo rígida, Elizabeth era a única pessoa que a grisalha considerava de sua família, dado essa fato ela sempre tratava a florista como uma irmã mais nova que ela nunca teve.
— Se você ficar entediada pode me ligar, eu fico te fazendo companhia. – Elizabeth sugeriu com um sorriso fraco, mas aquele já era quase um pedido e a mais velha concordou fazendo um carinho desajeitado nos fios loiros. – Vou ficar te esperando!
Kate voltou para pegar sua bolsa e logo em seguida encerrou a curta conversa que estava tendo com a florista, aquela não era uma despedida, mas era inegável que estava parecendo. Assim que fechou a porta, a grisalha soltou um suspiro pesado, agora estaria nas mãos de Allan e era isso que a preocupava.
Assim que cruzou a esquina, Kate percebeu o carro totalmente preto realizando o caminho contrário, e sabendo de quem se tratava, deu algumas batidinhas no vidro.
— Hoje você vai ter trabalho, ele não quis sair do quarto desde ontem a noite. – Allan comentou baixo, e olhando de fora a mulher percebeu que havia mais um homem ali.
— Aconteceu alguma coisa? – Kate perguntou, tentando ver o rosto do homem que acompanhava seu amigo.
— Se aconteceu, você vai descobrir quando conseguir abrir a porta dele... – Com um suspiro baixo, Kate se afastou do carro, agora tomando seu rumo até a mansão Montgomery e foi inevitável pegar um café durante o caminho para ir tomando.
Tudo parecia estar normal, até a grisalha perceber que Connor não foi recebê-la na porta, e aquilo era incomum se contasse a questão que o moreno fez para que ela fosse morar lá.
Vagueando pelos quartos, Kate finalmente achou o certo, dando algumas batidinhas na porta.
— Connor, eu cheguei, está tudo bem? – A grisalha falou um pouco mais alto.
Como não recebeu resposta alguma, Kate girou a maçaneta e para a sua surpresa a porta abriu com facilidade já que não estava trancada, mas o interior do quarto estava completamente escuro e aquela sensação de estar sendo observada fez com que um arrepio percorresse por todo o seu corpo.
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Liability [REESCRITA]
RomanceEm uma noite agitada de primavera numa cidade distópica, a vida de duas pessoas completamente diferentes se entrelaçam com o destino. Uma empresária em ascenção e uma garota de programa, veem naquele encontro de circunstâncias duvidosas uma oportu...
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