Capítulo 56

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Christopher Uckermann


Quando eu vi Dulce fraca daquela maneira após a reunião, meu coração se apertou de um jeito inexplicável, eu odiava ver minha mulher sofrer. Segurei em sua mão e fomos em direção à cozinha, mas no meio do caminho, ela parou e desmaiou, eu entrei em desespero ali mesmo, fiquei com um choro preso na garganta mas me segurei, Dulce precisava de mim.

A segurei e a levei para o sofá, levou alguns minutos para minha mulher acordar e isso me deixou ainda mais angustiado, algo não estava certo. Dulce abriu os olhos e acariciou meu rosto já que eu estava sentado no chão ao seu lado, olhei para ela preocupado e logo ela desviou seu olhar do meu.

— Dulce, vamos no hospital.

— Mas Chris, eu não preciso de hospital, já estou bem.

— Não perguntei, Dulce Maria, nós vamos ao hospital agora mesmo, você desmaiou e está pálida, isso não é apenas estresse. — a vi respirar fundo e olhar para mim novamente.

— Tudo bem, então vamos.

Dulce se levantou e cambaleou novamente. A fiz se sentar enquanto eu ia buscar nossos documentos e celulares no quarto, afinal ainda tínhamos que resolver a situação da Maite, essa história estava acabando com nós. Assim que voltei para sala de estar, Dulce estava mole no sofá, então a peguei no colo, a coloquei dentro do carro, e fomos para o hospital.

Chegando ao local, chamei rapidamente uma enfermeira que passava ali e pedi uma cadeira de rodas para minha esposa se sentar, Dulce estava totalmente sem forças, eu tinha medo de que ela desmaiasse novamente. Entramos e fomos rapidamente atendidos, já que o hospital estava meio vazio, preenchi a ficha dela e aguardamos a ser chamados.

Passado alguns minutos, uma enfermeira chamou Dulce para que ela fizesse uma bateria de exames. Fiquei na recepção aguardando até que minha mulher retornasse, o que não aconteceu e me deixou ainda mais preocupado.

— Parentes de Dulce Maria? — um médico veio me chamar e pude sentir meu coração disparar.

— Oi, doutor, eu sou o marido dela.

— Christopher, certo? — apenas assenti — a paciente está tomando soro, ela está desnutrida, mas está chamando por você, me acompanhe, por favor.

Fomos caminhando em silêncio por um corredor branco, hospitais me davam calafrios. O médico havia me explicado que os exames dela não estavam prontos ainda mas que detectaram a desnutrição através de sua fraqueza extrema e os sintomas.

Assim que entrei no quarto, Dulce tinha a medicação presa em seu braço e dormia serenamente. Me aproximei até a cama e sentei na poltrona que tinha ali ao lado, segurei sua mão gelada e pude sentir ela apertar, depositei um leve beijo ali antes de também adormecer.

Poucas horas depois eu despertei, mas Dulce seguia dormindo, eu entendia já que ela mal tinha descansado durante a noite. O médico adentrou o quarto com alguns papéis em mãos e um semblante não muito bom. Minha mulher se remexeu na cama e abriu os olhos, olhando em minha direção, me inclinei e dei um beijo em sua testa.

— Bom, Dulce, tenho os resultados de seus exames.

— Está tudo bem, doutor? — Dulce parecia receosa, como se sentisse que algo não estava nada bem. Segurei mais forte sua mão e respirei fundo.

— Na verdade, você está com uma anemia forte, pode ter sido causada por estresse e principalmente a falta de alimentação, o que está ajudando a piorar isso é sua gravidez.

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