Capítulo-35

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LAURA SINCLAIR MARSHALL

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LAURA SINCLAIR MARSHALL

2 dias depois...

Estou deitada nesse bendito colchão e mal consigo me sentar nele, já fazem dois dias que estou nesse buraco e nada acontece... Tenho o desprazer de receber as benditas visitas de Dan, que só pioram o meu dia. As coisas que ele fala são assustadoras o ódio que ele tem pelos Marshall's vai muito além do que vingança e ele não pretende descontar em mim ou em Théodor... Ele quer descontar no nosso bebê e isso me deixa desesperada a cada segundo que passa aqui.

Sinto as dores novamente voltarem, porém agora estão mais fortes e são de minutos em minutos — são as dores de parto —, essa está mais forte é como se meu corpo estivesse sendo aberto comigo consciente de tudo. Entrei em trabalho de parto na madrugada, sei disso porque Dan acabou me fazendo entrar em desespero e infelizmente conseguiu o que tanto queria, me assustou tanto ao ponto de conseguir fazer o bebê vir antes da próxima semana que é quando eu faria as exatas quarenta semanas.

Seguro firme o colchão em baixo de mim, me inclino para frente e sinto um líquido sai espontaneamente da minha parte, toco no líquido e levo até uma altura que eu consiga ver, parece xixi... PARECE XIXI!!! Cazzo, cazzo! Aí porra. E agora?

Olho desesperada para meu dedos e sinto minha respiração falhar. Não filhinho, não! O papai não está aqui, ele ainda não veio nos salvar. Por favor agora não... As lágrimas começam a encher meus olhos e o desespero fala mais alto deixando as lágrimas descerem sem permissão. Como aquele infeliz conseguiu? Como eu deixei que ele me assustasse a esse ponto?

Não posso ter o bebê aqui, não posso. Não posso, não posso! Ele vai pegar meu filho e o levar para longe de mim. Não posso deixar isso acontecer eu preciso de ajuda.

— Ben! — chamo o garoto sentado no chão do outro lado da cela.

— Mais contrações Laura? Nossa o que fez no colchão? — o garoto se levanta e vem até a grade para me ver. — Se você queria fazer xixi era só ter me chamado que eu levaria você até o banheiro, não precisava fazer no colchão.

— A bolsa estourou eu preciso de ajuda! — conto, sentindo uma enorme pontada na minha barriga, grito sentindo algo dentro de mim se partir. — Por favor, você precisa fazer aquilo.

Ben e eu estávamos conversando já que ele não conseguiu enviar nenhuma mensagem a ninguém da família ele vai pegar o bebê assim que ele nascer e vai esconder ele até Théodor e os outros vir me ajudar.

— Eu não posso, Laura. — ele sussurra. — É muito arriscado e se o bebê chorar? Será ainda pior pra você.

— Mas ele vão... Ah! — seguro o grito jogando a cabeça para trás. Meu Deus como isso dói! As lágrimas escorrem pelo meu rosto suado. — Por favor.

LA MIA CAMORRA - Os Marshall's 01 - MÁFIAOnde histórias criam vida. Descubra agora