Arrogante, egoísta, nojento e sem limites. Essas são as perfeitas palavras que eu usaria para descrever Jason Foster.
E eu, Madison Collins - morena, olhos verdes, 1,66 de altura e... eu não vou te contar meu peso -, não esperava que meu irmão iria...
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- M A D D I E - 18 de dezembro, sexta.
Me virei na cama, sem querer abrir os olhos. Minhas pálpebras estavam pesadas e lentas.
Já tinha passado das onze da manhã e St. Philip não poderia estar mais longe das minhas prioridades de preocupação.
Meu corpo inteiro suava frio enquanto eu tentava me convencer de que eu estava bem, mesmo depois de decidir que não teria forças para ir ao colégio.
Eu estava me sentindo assim desde ontem, mas hoje a piora foi significativa. Logo no dia do jantar de natal dos meus pais.
Jantar. Apenas pensar na palavra fazia meu estômago embrulhar.
Eu estava completamente ferrada porque não teria a menor possibilidade de esconder meu estado atual de Emmet, mas eu tentaria até o último segundo.
Levantei com uma força que eu nem sabia que ainda tinha e fui me arrastando até a cozinha, onde Jason preparava alguma coisa com frutas e suplementos.
Ele ainda estava de licença de St. Philip, porque ainda podia transmitir, mas já estava bem melhor.
— Wow, você 'tá pior que eu. — Jay riu, me olhando e eu revirei os olhos, sentando no banco da ilha.
— Poxa Foster, valeu. Você realmente sabe como fazer uma garota se sentir especial. — Fiz uma careta.
— Quer dizer... Você ainda é uma gata. Só que de um jeito meio vampiro-zumbi. — Ele deu de ombros com um sorriso.
Peguei um guardanapo, amassei em uma bolinha e joguei nele.
— Olha, hoje é o jantar dos meus pais e eu não posso deixar Emmet descobrir que eu estou doente também. Se isso acontecer ele vai te espancar. — Apoiei meu rosto na mão, minha cabeça parecia pesada demais para meu corpo sustentar.
— Hum... Eu tenho certeza que eu aguento seu irmão. Ganharia fácil uma briga. — Jason comentou, parecendo pensar na situação e logicamente demonstrar seu ego enorme.
— Não vai ter uma briga.
— Eu sei, entendi seu ponto. Só estava falando... — Ele riu. — Mas eu tenho uma ideia, calma.
Jason foi até um armário na sala, onde normalmente ficavam os remédios, e trouxe um potinho transparente com pílulas azuis.
— O que são? — Mordi o canto da minha boca, ainda havia certo receio em mim quando o assunto era tomar remédios que pareciam exatamente com aquele.
— Pílulas anti-nausea. Eu tomei algumas essa semana e sempre foi eficaz. Não vomitei nenhuma vez quando estava no efeito delas. Elas não são perigosas e não são viciantes, não se preocupe.