Arrogante, egoísta, nojento e sem limites. Essas são as perfeitas palavras que eu usaria para descrever Jason Foster.
E eu, Madison Collins - morena, olhos verdes, 1,66 de altura e... eu não vou te contar meu peso -, não esperava que meu irmão iria...
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- J A Y - 26 de dezembro, sábado.
Poder levantar – às três da tarde – e ir direto para o quarto do outro lado da sala do hotel para acordar uma Madison super preguiçosa fez meu dia mil vezes melhor.
Tão melhor que eu quase não fiquei nervoso dentro do hospital de noite. Quase.
É difícil tentar manter a calma quando você está literalmente esperando notícias sobre a cirurgia do seu melhor amigo. Principalmente quando você passou o dia inteiro pensando apenas na irmã dele.
De toda forma, foi um alívio gigantesco quando o médica de ontem nos encontrou e falou que a cirurgia tinha sido um sucesso, estavam apenas esperando Emmet acordar.
Maddie quase desmaiou entre surtos ao meu lado e eu apenas dei de ombros com uma falsa tranquilidade e mandei um: "viu? Eu disse que ia ser de boa", vendo seus olhos verdes revirarem para mim.
Depois de pouco mais de uma hora, finalmente fomos chamados para o quarto de Em. Assim que entramos, o vimos com uma careta em direção a algo em suas mãos. Logo seus olhos nos encararam, perdendo um pouco da feição pesada.
— Eu acordei sozinho e só tinha esse pote de gelatina aqui. Gelatina, dá pra acreditar? E é de uva, podia ser de morango, mas não! — Ele reclamou, me fazendo segurar o riso. — Não ia fazer diferença mesmo, essa merda não tem gosto nenhum. E agora vocês estão aqui... Ou a cirurgia foi um sucesso ou o paraíso é um saco.
Maddie sorriu, com lágrimas nos cantos dos olhos, indo em direção ao irmão em seguida.
— Você vai ficar bem. — Ela quase sussurrou, sentando na ponta da cama. — E se tudo der certo, podemos te levar pra o hotel em vinte e quatro horas.
— Ótimo, eu não aguento mais a comida desse lugar. — Emmet reclamou, mas sorriu, segurando a mão da irmã.
— A gente te trouxe um muffin. — Tirei o embrulho do bolso do meu casaco. — Melhor comer logo, não sei nem se isso é permitido.
— Isso! Me dá! — Ele sorriu, abrindo a embalagem e dando uma mordida gigante. — O que eu perdi?
Gelei e senti o clima pesar, tendo a certeza de que Madison estava tão subitamente nervosa quanto eu. E só piorou quando ela me olhou por impulso, pedindo ajuda pelo olhar.
— Perdeu horas de Ben sendo inconveniente. — Dei de ombros tentando brincar.
E não era mentira, eu queria matar Benny por ser tão... Empata-foda. É, essa é a palavra.
Ok, talvez não matar ele. Mas eu estava puto com o fato de Ben estar lá. O. Tempo. Todo. Ao mesmo tempo que doía pensar em mandá-lo pra West Palm Beach outra vez.