32 | EU CUIDO DE VOCÊ.

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Close, but never
close enough.

- J A Y -21 de dezembro, segunda

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- J A Y -
21 de dezembro, segunda.

Tranquei a porta do apartamento enquanto Madison se apoiava em mim, tentando tirar suas botas e quase caindo no mínimo três vezes no processo.

O relógio do meu celular marcava onze e vinte e quatro, mas minha sensação era de que seria muito mais tarde. Já tinha acontecido tanto nessa noite que parecia quase impossível apertar em menos de quatro horas.

E pelo estado da minha companhia, a madrugada seria ainda mais longa.

Diferente de Maddie, eu estava completamente sóbrio. Decidi que não iria beber nada hoje porque eu sabia que tinha um risco gigante de eu acabar indo parar no seu quarto de madrugada, caso estivesse na influência de álcool.

Não estar no controle me incomodava, o que era um problema, já que com Madison eu nunca parecia estar no controle. Minhas ações eram automáticas e imparáveis, algo me atraía nos olhos verde-escuros e na pose de mandona, que não abaixaria a cabeça para ninguém.

E acabou que essa minha decisão de não beber salvou a noite de todo mundo. Realmente não tem como saber se eu veria o merda do Owen arrastar Maddie para um dos quartos da festa. A sorte é que eu estava de olho nela quase que o tempo todo, mesmo quando não queria, ainda me pegava a procurando na multidão.

Olhei para minha mão, vendo os nós dos dedos roxos e doloridos. Não me incomodava, já que era um lembrete constante de que Beneth tinha uma marca tão incômoda quanto – ou até pior – na sua mandíbula.

Eu estava longe de ser uma pessoa violenta, apesar de toda a faixada que eu tinha criado pra mim, mas também não me arrependia.

Um cara sem nenhum valor ou senso como Owen Beneth tinha provado ser, merecia muito mais que apenas um ou dois socos. Principalmente se ele
mexesse com a garota que... Eu me importava? Tenho consideração? É importante para um amigo meu?

Não sei ainda como definir, porque esses últimos dias foram lotados da mais pura confusão na minha cabeça.

Voltei à realidade, procurando Madison pela sala, mas ela tinha sumido. Xinguei baixo e fui atrás dela.

Abri a porta do seu quarto e fui entrando de vez, mas congelei, literalmente sem reação.

Maddie estava apenas de lingerie, tentando tirar o vestido, que parecia preso em sua cabeça. Não sei há quanto tempo ela estava naquilo, mas parecia uma tarefa difícil para sua capacidade motora comprometida.

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