Arrogante, egoísta, nojento e sem limites. Essas são as perfeitas palavras que eu usaria para descrever Jason Foster.
E eu, Madison Collins - morena, olhos verdes, 1,66 de altura e... eu não vou te contar meu peso -, não esperava que meu irmão iria...
When things change inside you, things change around you.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
- M A D D I E - 2 de dezembro, quarta.
Depois de uns vinte minutos de pura adrenalina e uma ótima sensação de liberdade, cheguei na conclusão de que Jason estava certo. Andar de moto tirou meus pensamentos de todos os meus problemas e deixou minha cabeça cheia de diversão.
Ele parou a moto e nós descemos em uma praia rochosa que eu nunca tinha visitado antes, provavelmente quase ninguém vinha aqui, isso explicava como o local estava vazio e silencioso.
Havia um farol com uns sete andares no meio da pedras. Era pintado de branco e azul, mas sua base estava cheia de pichações e desenhos.
Era um lugar lindo, e imagino que ainda mais em um dia ensolarado, mas eu ainda precisava de algumas respostas de Jay.
— Por que me trouxe aqui? — Perguntei direta, abraçando meu corpo, pelo vento frio que me atingiu do nada junto com umas gotículas do mar, que parecia agitado.
— O farol Harmon. Foi construído no século dezenove, mas parou de funcionar nos anos setenta. Achei que você fosse gostar de vir aqui, aproveitar seu último dia. — Jason sorriu, meio sem graça.
— Em um farol abandonado? — Falei de vez, sendo duzentos por cento grossa sem querer, minha mente só conseguia focar em quão arrependida eu estava de não ter ido no meu armário pegar um casaco antes de sair. — Eu não quis ser chata, desculpa. É lindo, mas mas não posso dizer o mesmo do tempo de hoje.
E foi como mágica, só eu falar, que a mãe natureza resolveu jogar uma dose de karma em mim. As gotículas da maresia na realidade era o início de uma chuva.
Ouvi Jason xingar quando uma boa quantia de água começou a nos atingir, e em movimentos mais rápidos do que eu conseguia acompanhar, ele jogou sua jaqueta em mim e me empurrou pelas costas até uma porta na lateral do farol.
Quando a mesma porta se fechou atrás de nós, não vi mais nada. O lugar era extremamente escuro e um cheiro de mofo horrível tomava o espaço. Jason ligou a lanterna do celular e me disse para subir a escada espiral que ocupava quase todo o espaço.
Comecei a subir, em silêncio e pensando em como eu tinha seguido Jason para a maior furada de todos os tempos. O caminho foi meio longo, mas antes de chegar no lugar da lanterna, paramos em um andar com uma cama e alguns outros objetos quebrados e que pareciam antigos.
Por último, passamos por uma portinha que tinha no teto, usando uma escadinha de metal na parede. A luz do dia atingiu meus olhos e eu fiz uma careta, mas assim que me acostumei notei que o lugar era de tirar o fôlego: janelas de vidro do chão ao teto por todos os lados davam uma vista linda do oceano e da praia, das árvores para trás e, olhando para a esquerda, ainda que de longe, dava pra ver parte do litoral de Miami, com vários prédios e cores.